O IFIX encerrou a sessão desta terça-feira (31) aos 3.870,57 pontos, com alta de 0,24% no dia, um avanço de 9,32 pontos sobre o fechamento anterior. O movimento confirma o apetite moderado do mercado por fundos imobiliários, com o índice terminando próximo à máxima do pregão, em meio a um dia de liquidez consistente.
Ao longo das negociações, o índice de fundos imobiliários oscilou entre 3.861,32 e 3.870,93 pontos. A abertura ocorreu no piso do dia, em 3.861,32 pontos, e o fechamento próximo ao teto reforça a pressão compradora no fim da sessão, com investidores buscando posições em ativos de renda passiva.
No acumulado, o índice ainda mostra leve retração de 0,91% em dezembro. Apesar disso, mantém ganho de 2,43% em 2024 e expressiva valorização de 16,83% nos últimos 12 meses, sinalizando resiliência do segmento diante de ajustes macroeconômicos e expectativas de cortes de juros.
Principais movimentações entre os FIIs
- Entre as maiores altas, AZPL11 avançou 2,63%, fechando a R$ 7,80, enquanto VINO11 subiu 2,01%, a R$ 5,07. Esses movimentos refletem maior interesse em logística e escritórios com gestão ativa, segmentos que podem se beneficiar de reposicionamentos de portfólio.
- Do lado negativo, PVBI11 recuou 1,22%, a R$ 76,00, e HGRE11 caiu 1,07%, a R$ 120,50, em um dia de realização pontual nos escritórios prime.
Fundos com maior liquidez
- GARE11 liderou a atividade entre os mais líquidos, fechando em R$ 8,52 (+0,71%), com cerca de 1,38 milhão de operações, sustentado por fluxo comprador.
- MXRF11 terminou a R$ 9,92 (+0,51%), movimentando aproximadamente 1,11 milhão, mantendo-se como referência de diversificação e renda.
- CPTS11 avançou 0,38%, cotado a R$ 7,98, com cerca de 757 mil negociações, em linha com o apetite por crédito estruturado.
Em síntese, o IFIX mostrou força na ponta final do pregão, com destaque para papéis de logística e escritórios selecionados, enquanto alguns ativos premium passaram por ajustes. A tendência recente segue positiva no horizonte de 12 meses, com o investidor atento à trajetória da Selic e ao impacto nas distribuições de renda dos FIIs.
