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HSLG11 rende 24,5% em 12 meses e mantém ocupação total; entenda

Mercado Financeiro - Ações

Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário HSLG11 apurou resultado de R$ 9 milhões em julho, ligeiramente abaixo do mês anterior. A receita imobiliária somou R$ 13,743 milhões, enquanto as despesas atingiram R$ 5,382 milhões no período.

Na distribuição, o FII elevou o pagamento para R$ 0,75 por cota. O resultado do mês correspondeu a R$ 0,71 por cota, e a reserva acumulada encerrou julho em R$ 1,29 por cota. A gestão manteve o guidance entre R$ 0,74 e R$ 0,76 por cota para o restante de 2026.

Considerando a cotação de fechamento de julho, os dividendos do fundo representam um dividend yield anualizado de 9,9%. O retorno ajustado do FII equivale a 147,1% do CDI líquido no período.

Retorno do HSLG11 em 12 meses

Além dos números operacionais, o fundo imobiliário registrou rentabilidade de 2,9% em julho. No acumulado de 2026, o retorno chegou a 4,4%.

Nos últimos 12 meses, a rentabilidade ficou em 24,5%. No mesmo recorte, o IFIX recuou 1,5% no mês e acumulou alta de 1,1% no ano.

O valor de mercado do FII era de cerca de R$ 1,2 bilhão, com base de 42.010 cotistas e volume médio diário negociado de R$ 27,4 milhões. O portfólio foi avaliado em R$ 2.955 por metro quadrado, com cap rate implícito de 11,1%.

Estrutura operacional, revisões e vacância

A carteira terminou julho sem vacância física e com inadimplência zerada. O aluguel médio avançou de R$ 26,80 para R$ 27,30 por metro quadrado.

Parte desse movimento decorreu de revisões no HSI Log. Dutra. Um locatário responsável por 13% da ABL total teve ajuste de 14,0%, enquanto outro, com 8% da ABL, recebeu reajuste de 1,95% pelo IGP-M.

Ao longo de 2026, foram revisionados 97,2 mil metros quadrados, o que representa 19% da ABL, com aumento nominal médio de 15,2%. Ainda restam 71,5 mil metros quadrados, ou 14% da ABL, passíveis de revisão, e outros 170,7 mil metros quadrados, 34% do total, sujeitos a reajustes contratuais no ano.

Concentração por locatário e geografia

Os contratos típicos respondem por 63,3% da carteira. Em índices de correção, 91,7% da receita está atrelada ao IPCA e 8,3% ao IGP-M. Por região, São Paulo representa 42,5% da receita, seguido de Paraná (23,7%), Minas Gerais (20,8%) e Amazonas (13,0%).

A Casas Bahia é a maior locatária do fundo, com 30,9% da receita, seguida por Mercado Livre (13,3%), Bemol (12,9%), Assaí (11,8%), Comercial Esperança (7,7%), Ibratec (4,8%), Ativa Logística (3,8%) e OCQ (3,3%).

Segundo a gestão, novas comercializações poderiam reduzir em cerca de 12 pontos percentuais a participação da Casas Bahia, aproximando a concentração de 19% da receita. Os rendimentos seguem projetados dentro da faixa indicada para o restante de 2026.

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