O HGCR11 registrou em abril seu melhor resultado distribuível em quatro meses, somando R$ 15,155 milhões. As receitas totalizaram R$ 16,026 milhões, frente a despesas de R$ 321 mil no período, reforçando a eficiência operacional do fundo. Com base nesse desempenho, será pago R$ 0,95 por cota em 15 de maio de 2026, mantendo a atratividade do rendimento aos investidores.
Após a distribuição, o HGCR11 manteve reserva acumulada de R$ 0,55 por cota, superior aos R$ 0,52 do mês anterior, o que indica maior folga para sustentar proventos futuros. O provento anunciado representou dividend yield anualizado de 11,6% sobre a cota patrimonial e 11,4% considerando o preço de fechamento, patamar competitivo no segmento de crédito imobiliário listado.
A carteira permanece fortemente concentrada em crédito imobiliário, com 97,5% do patrimônio líquido alocado nos ativos-alvo. No conjunto, 88,8% estão em CRIs e operações estruturadas, refletindo a estratégia de foco em recebíveis com garantias robustas e retornos indexados.
A carteira apresenta rentabilidade média ponderada de 15,3% ao ano (IPCA + 9,3%), prazo médio de 3,7 anos e spread médio de 1,4% ao ano. Esse perfil combina duration equilibrada e prêmios acima da média do mercado, favorecendo a capacidade de geração de caixa recorrente ao longo do tempo.
Distribuição por indexadores: os ativos indexados ao IPCA dominam, com 84,9% da carteira e remuneração média de IPCA + 9,0% ao ano. Títulos atrelados ao CDI representam 12,5% (CDI + 3,1% anuais), enquanto posições prefixadas somam 2,4% (14% ao ano). A exposição ao IGP-M é residual, de 0,1%, com taxa de IGP-M + 10,4% anuais.
O fundo também mantém 8,7% do patrimônio em outros FIIs e não possui operações compromissadas em aberto, preservando liquidez tática sem elevar risco de alavancagem. Entre as movimentações, houve aumento no CRI Mega Moda (R$ 79,5 milhões a IPCA + 8,90%) e no CRI JFL Lorena II (R$ 7,7 milhões a IPCA + 10,51%).
Simultaneamente, o HGCR11 vendeu R$ 10 milhões do CRI JFL Lorena, gerando resultado extraordinário positivo de R$ 0,02 por cota. Também houve desinvestimento de R$ 60 mil no CRI Globo e redução de R$ 1,9 milhão no VRTA11, com impacto negativo de R$ 0,03 por cota, ajustes que otimizam risco-retorno no portfólio.
