O Fundo Imobiliário OUJP11 pode encerrar sua trajetória como fundo listado na bolsa. A continuidade do veículo depende da deliberação dos cotistas, que têm até 28 de julho de 2026 para registrar seus votos.
A assembleia geral extraordinária foi convocada pela administradora Finaxis em 17 de junho. A apuração dos votos está prevista para 3 de agosto, conforme o cronograma informado.
A proposta em votação prevê a alienação de todos os ativos da carteira, divididos em dois blocos iguais. Metade será destinada ao JPPA11, gerido pela JPP Capital, e a outra metade ao FTRR11, novo fundo gerido pela FAR. Com a conclusão das duas operações, o veículo será dissolvido e liquidado.
Fundo Imobiliário OUJP11 pode ser liquidado após decisão dos cotistas
Segundo a convocação, não haverá pagamento em dinheiro nesta transação. O mecanismo estabelecido é de compensação de crédito entre os fundos envolvidos. Nessa estrutura, a carteira atual será trocada por cotas dos dois fundos adquirentes, que serão posteriormente distribuídas proporcionalmente entre os investidores do veículo original, de acordo com a participação de cada um.
O fator de conversão — a quantidade de cotas dos fundos adquirentes que cada investidor receberá por cota do veículo original — só será divulgado após a assembleia, por meio de fato relevante. Esse cálculo levará em conta os valores patrimoniais dos fundos participantes da operação.
O encerramento do veículo caracteriza um evento tributável. O novo administrador ficará responsável por recolher o imposto de renda na fonte, tomando como base o custo de aquisição informado pelo cotista no processo.
Caso o investidor não informe o preço médio de aquisição de suas cotas, será adotado o menor preço histórico de negociação em bolsa desde o início das atividades do veículo. Sobre a diferença entre esse valor e o valor de resgate incidirá alíquota de 20% de imposto de renda.
Troca de cotas e efeitos tributários
A distribuição das cotas recebidas via compensação seguirá a proporcionalidade das posições. Dessa forma, cada cotista passará a deter participação nos fundos adquirentes na exata medida de sua participação original, conforme o fator de conversão a ser divulgado por fato relevante.
Como não há desembolso em dinheiro na transação, a verificação de ganho ou perda para fins fiscais ocorrerá na apuração do evento de encerramento. O procedimento considera o custo declarado pelo investidor e, na ausência dessa informação, aplica-se o menor preço histórico de negociação do veículo desde o início de suas atividades. A diferença entre esse parâmetro e o valor de resgate estará sujeita à alíquota de 20%.
A administradora orientou que as etapas posteriores — como a divulgação do fator de conversão e o cronograma de distribuição de cotas — serão detalhadas após a deliberação assemblear. Até lá, cotistas devem acompanhar as comunicações oficiais e os fatos relevantes publicados.
Como votar
Os votos podem ser registrados pelo portal da B3, na seção “Assembleias em Aberto” da “Área do Investidor”. Alternativamente, é possível enviar a cédula diretamente à Finaxis pelo e-mail admregulatorio@finaxis.com.br. O prazo final para manifestação é 28 de julho de 2026.
A apuração está prevista para 3 de agosto, quando será conhecido o resultado da deliberação. Em caso de aprovação, a administradora dará sequência às etapas operacionais, incluindo a venda dos ativos nos dois blocos iguais, a compensação de crédito e a posterior distribuição proporcional das novas cotas aos investidores.
