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Fundo imobiliário HGRU11 mantém dividendo de R$ 0,95

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Foto: Suno/Banco

O Patria Renda Urbana FII (HGRU11) manteve o pagamento de R$ 0,95 por cota, mesmo após encerrar agosto com resultado distribuível abaixo do rendimento informado aos cotistas. No mês, o fundo registrou resultado de R$ 0,88 por cota, a partir de receita total de R$ 1,10 por cota. O dividendo será pago em 15 de setembro.

A diferença entre resultado distribuível e rendimento foi de R$ 0,07 por cota. Agosto marcou o segundo mês consecutivo em que o resultado ficou inferior aos R$ 0,95 distribuídos pelo fundo imobiliário. Em julho, o resultado havia sido de R$ 0,83 por cota, com o rendimento mantido no mesmo patamar.

O relatório de agosto detalha separadamente o resultado distribuível, de R$ 0,88 por cota, o resultado distribuído, de R$ 0,95 por cota, e a reserva acumulada, de R$ 0,68 por cota.

Resultado avança, mas segue abaixo da distribuição

Apesar de permanecer aquém da distribuição, o resultado do HGRU11 subiu de R$ 0,83 por cota em julho para R$ 0,88 em agosto, uma alta de aproximadamente 6% na comparação mensal.

Parte do desempenho de agosto não veio das receitas recorrentes dos imóveis. Segundo o relatório gerencial, o fundo recebeu o equivalente a R$ 0,03 por cota referente a parcelas das vendas de duas lojas da Pernambucanas, efeito classificado como não recorrente pela gestão.

Em junho, o HGRU11 havia apurado resultado distribuível de R$ 1,37 por cota, acima dos R$ 0,95 distribuídos. Naquele mês, houve contribuição de R$ 0,53 por cota oriunda da terceira parcela da venda do ativo Santo Alberto.

Antes disso, em maio, o resultado alcançou R$ 0,89 por cota, também abaixo da distribuição. Na ocasião, a venda de duas lojas Pernambucanas adicionou R$ 0,09 por cota ao resultado do fundo, com TIR média ponderada de 27% e prêmio médio de 29% sobre os valores dos laudos patrimoniais. Em abril, a diferença também ocorreu: R$ 0,80 por cota de resultado distribuível frente a R$ 0,95 por cota de rendimento.

Gestão projeta manter rendimento do HGRU11

A manutenção do rendimento em agosto já constava do planejamento. No relatório referente a julho, a gestão projetou manter os dividendos em R$ 0,95 por cota ao longo do segundo semestre.

A projeção alterou o cenário em relação à possibilidade de aumento considerada anteriormente. Segundo a gestão, o incremento inicialmente avaliado dependia da captação do montante total da oferta de cotas, condição que não se confirmou.

Com isso, a projeção apresentada para o segundo semestre de 2026 é de manutenção do pagamento mensal no patamar de R$ 0,95 por cota. No relatório de agosto, a gestão voltou a indicar esse valor como guidance de rendimento para o período. A projeção não constitui garantia de rendimentos futuros.

Vacância do fundo permanece em 0,8% e indicadores estáveis

Do ponto de vista imobiliário, o relatório de agosto indica estabilidade na ocupação do portfólio. Não houve movimentação de locatários durante o mês, enquanto a vacância física permaneceu em 0,8%, mesmo percentual verificado na vacância financeira.

Ao fim de agosto, o fundo detinha 104 imóveis, 29 locatários e 613.427 metros quadrados de área bruta locável (ABL). O prazo médio remanescente dos contratos (WALE) era de nove anos. No período, 11.736 metros quadrados da carteira passaram por reajustes.

Na dimensão financeira, o patrimônio líquido somava R$ 3,2 bilhões e a alavancagem financeira era equivalente a 5% do portfólio. A cota patrimonial estava em R$ 128,11, enquanto a cota de mercado considerada no relatório era de R$ 115,33, o que resultava em P/VP de 0,90 vez. O dividend yield de mercado informado era de 9,9% ao ano.

Em síntese, em agosto o fundo registrou resultado distribuível de R$ 0,88 por cota, inferior aos R$ 0,95 distribuídos, enquanto as vacâncias física e financeira seguiram em 0,8%. Para o segundo semestre de 2026, a gestão mantém a projeção de rendimento mensal de R$ 0,95 por cota.

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