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Vacância cai e aluguel sobe: o que está impulsionando os escritórios em SP?

Investimentos - Ações

Foto: Suno/Banco

O segmento de escritórios de alto padrão em São Paulo dá sinais consistentes de recuperação, com queda da vacância e reajustes positivos de aluguel nas principais zonas corporativas. Relatórios de consultorias e de fundos imobiliários (FIIs) de lajes corporativas convergem ao indicar absorção líquida positiva e menos devoluções, sustentando um novo ciclo de valorização.

Relatórios da Newmark, Cushman & Wakefield, Binswanger e Itaú BBA mostram retração expressiva da vacância em São Paulo. A Binswanger apontou 17,7% no 1º tri de 2026 para o padrão premium, enquanto a C&W registrou nível próximo de 17%, com demanda concentrada nos edifícios de melhor qualidade. Já o Itaú BBA observou queda da vacância prime de 9,2% para 7,5% em um ano, mínima histórica.

A escassez de novos projetos reforça o movimento. A construção de escritórios nas Américas atingiu o menor volume em 25 anos, limitando a oferta futura. Com a demanda corporativa em recuperação, o desequilíbrio tende a favorecer proprietários e contratos indexados.

Na Faria Lima, a disponibilidade de grandes lajes está cada vez mais restrita, com preços acima de R$ 300/m² em pontos-chave. Em eixos como Itaim Bibi e Juscelino Kubitschek, houve cotações próximas de R$ 340/m². O BRCR11 reportou a menor vacância em 14 anos e o esgotamento de áreas amplas. Reajustes ilustram o ciclo: no Diamond Tower (Chucri Zaidan), o aluguel subiu de R$ 125 para R$ 140/m²; no Eldorado Business Tower, negociações giram em torno de R$ 230/m².

A Chucri Zaidan ganha tração como alternativa competitiva, combinando prédios modernos, logística estratégica e valores inferiores aos de Faria Lima e JK. A vacância local caiu de 26,7% (2024) para 13,4% (2026). O HGRE11 renovou a Vivo até 2031 no Edifício Chucri Zaidan, contrato de 22,8 mil m² que responde por 23% da receita, com vacância física de 5,8% e financeira de 4,4%.

Nem todos os portfólios capturam o ciclo do mesmo modo. O PVBI11 registrou vacância física de 18,5% e financeira de 19,9% em abril, podendo chegar a 24,9% após saídas anunciadas, ainda com aluguel médio elevado (R$ 228,50/m²) entre os FIIs de escritórios na B3.

Outros movimentos confirmam a tendência: o VINO11 locou mais de 2,8 mil m² no Brooklyn Business Square e no Haddock Lobo 347; o RCRB11 opera vacância física zerada e 4,5% financeira, com certificação LEED Platinum no Continental Square e upgrades no JK Financial Center. No conjunto, os dados dos FIIs de escritórios e das consultorias mostram que a queda da vacância, a absorção positiva e a oferta limitada recolocam os reajustes no centro das negociações em São Paulo, consolidando a retomada dos escritórios de alto padrão.

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