O CPTS11 (Capitânia Securities II) atravessou os cinco primeiros meses de 2026 em um cenário de oscilações na curva de juros, mudanças na precificação dos ativos de crédito e variações no valor patrimonial. Mesmo assim, a distribuição de rendimentos aos cotistas se manteve praticamente estável no período.
Entre janeiro e maio, o fundo pagou R$ 0,09 por cota em todos os meses. Paralelamente, a gestão preservou o guidance de dividendos entre R$ 0,08 e R$ 0,10 por cota, com expectativa central em R$ 0,09, apesar da volatilidade nos fundos imobiliários de papel e das sucessivas alterações na marcação a mercado da carteira de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).
Os relatórios gerenciais indicam que, ao longo de 2026, o mercado alternou momentos de abertura e fechamento da curva de juros. Essas oscilações afetam o preço dos ativos no mercado secundário e, por consequência, o patrimônio dos fundos de crédito.
Distribuição ficou constante no período
A estabilidade dos rendimentos contrasta com a dinâmica de preços e de valor patrimonial observada no período. Em meio a um ambiente volátil, a manutenção dos pagamentos mensais em R$ 0,09 por cota reforça a sinalização antecipada pela gestão dentro do intervalo do guidance.
Segundo os documentos da gestora, a faixa projetada de R$ 0,08 a R$ 0,10 por cota, com centro em R$ 0,09, foi preservada mesmo diante das mudanças de curto prazo nos indicadores de mercado e nas métricas da carteira de crédito.
Resultado mensal oscilou ao longo de 2026
Embora a distribuição tenha permanecido constante, o resultado do fundo variou ao longo do ano. Nos primeiros meses de 2026, o resultado por cota ficou acima da distribuição em alguns momentos e abaixo em outros, refletindo alterações nas receitas financeiras e os efeitos da marcação a mercado dos CRIs.
Na prática, os relatórios mostram que a distribuição mensal seguiu estável mesmo com as oscilações do resultado contábil. Para o investidor pessoa física, essa diferença é relevante: o resultado de um mês pode sofrer impactos temporários, enquanto a distribuição depende das regras aplicáveis aos fundos imobiliários e das decisões da gestão, observadas as normas e a disponibilidade de resultados.
CPTS11 manteve o guidance de dividendos
Outro ponto recorrente nos relatórios foi a manutenção do guidance de distribuição. Apesar das mudanças de mercado entre janeiro e maio, a Capitânia manteve a projeção de rendimentos entre R$ 0,08 e R$ 0,10 por cota, com centro em R$ 0,09.
A manutenção do guidance indica que, até o fechamento do relatório de maio, não houve alterações na projeção mensal. O guidance, contudo, não constitui garantia de pagamento futuro; trata-se de uma estimativa da gestora baseada nas condições observadas no momento da divulgação.
Patrimônio recuou e desconto aumentou
Os relatórios também registraram redução gradual do valor patrimonial por cota nos primeiros meses de 2026. Em janeiro, o patrimônio por cota era de R$ 9,24. Em maio, passou para R$ 8,79, refletindo sobretudo as oscilações na precificação da carteira de crédito.
No mesmo intervalo, a cotação de mercado caiu de R$ 8,17, em janeiro, para R$ 7,64 em maio. Com isso, o desconto em relação ao patrimônio do fundo aumentou, evidenciando que a queda na Bolsa foi mais intensa do que a redução do valor patrimonial.
Carteira elevou taxa líquida
Enquanto o preço das cotas recuava, a taxa líquida implícita da carteira avançou. De acordo com o relatório de maio, o indicador alcançou IPCA + 11,98% ao ano, acima dos níveis do início de 2026. Segundo a gestora, essa taxa representa o retorno líquido acessível para quem obtém exposição à carteira pelo preço de mercado das cotas.
Já a Taxa Interna de Retorno (TIR) da carteira de CRIs permaneceu próxima de 12,2% ao ano ao longo do período e seguiu acima do índice IMA-B, usado como referência para títulos públicos indexados à inflação.
Ao fim de maio, o fundo somava cinco meses de maior volatilidade de mercado, preservando o guidance entre R$ 0,08 e R$ 0,10 por cota e mantendo o pagamento mensal de R$ 0,09 por cota aos cotistas.
