Status Invest Notícias
Negócios

Copasa (CSMG3): analistas veem nova fase após privatização e alta de 51%

Investimentos - Mercado Financeiro

Foto: Suno/Banco

A Copasa (CSMG3) entrou em uma nova etapa após a privatização. Analistas veem espaço para valorização com a gestão da Equatorial, avanço nos contratos com municípios e potencial de distribuição de dividendos. O movimento reposiciona a companhia no radar do mercado.

Segundo relatório do BTG Pactual, os analistas Antonio Junqueira, Gisele Gushiken e Maria Schutz elevaram o preço-alvo da Copasa para R$ 81 por ação e mantiveram recomendação de compra. Considerando o preço de R$ 56,15 usado no documento, o retorno total projetado é de 51,1%, somando 44,3% de valorização e 6,8% de dividend yield.

O que muda para a Copasa após a privatização

Para os analistas, a Copasa passa a ser tratada como empresa privada, administrada por um grupo com histórico forte de recuperação operacional. A avaliação é que a Equatorial tende a capturar ganhos de eficiência, reduzir custos e gerenciar melhor riscos regulatórios, em linha com sua atuação em outras operações.

Um ponto central do relatório são os contratos renovados com municípios. Atualmente, cerca de 30% das receitas da Copasa já estão cobertas por contratos atualizados. Os 70% restantes devem indicar, até setembro, se aderem a termos semelhantes aos firmados com Belo Horizonte, o que pode redefinir prazos e regras de prestação de serviços.

Esses novos contratos podem agregar valor em três frentes: compartilhamento de ganhos de eficiência, inclusão de serviços de esgoto em localidades onde a companhia ainda opera apenas água e prazos mais longos de concessão, que podem chegar até 2073. A combinação tende a aumentar previsibilidade e potencial de retorno no longo prazo.

Perspectivas de dividendos da Copasa

O relatório também destaca o potencial de dividendos. Com alavancagem estimada em cerca de 2,2 vezes dívida líquida sobre Ebitda em 2026, o BTG avalia que a companhia poderia distribuir todo o lucro, mantendo a estrutura de capital em níveis considerados adequados para o setor.

Nesse cenário, a Copasa poderia entregar dividend yield médio de 7,6% entre 2026 e 2028, com possibilidade de alcançar dois dígitos nos anos seguintes. O tema ganha relevância no contexto de uma agenda de eficiência e de contratos com prazos mais extensos, caso a adesão municipal avance conforme esperado.

A leitura positiva dos analistas se apoia na privatização, na atualização contratual e no potencial de distribuição de lucro. “Em nossa visão, a Copasa pode se tornar uma história atraente de dividendos em breve”, afirmam, em tradução livre.

Riscos mapeados no curto e médio prazos

O principal risco está na adesão dos municípios aos novos contratos. O cenário-base do BTG considera 100% de aceitação, mas, por ora, a Copasa registra cerca de 30%. A expectativa é de maior clareza sobre o desfecho desse processo até o fim de setembro, quando os entes locais devem sinalizar sua decisão.

Outro ponto de atenção é o risco tarifário. O relatório indica que os anos de 2028 e 2029 devem concentrar aumentos tarifários mais fortes, o que pode gerar ruído político e regulatório, especialmente em ano eleitoral em Minas Gerais. Esse componente pode afetar o cronograma e a intensidade dos reajustes.

A soma de privatização, renovação de contratos e espaço para distribuição de lucro sustenta a visão construtiva traçada pelos analistas do BTG. A materialização das premissas, porém, depende da adesão municipal e da gestão dos ciclos tarifários previstos.

Sair da versão mobile