Um dos maiores fundos de logística da Bolsa, o BTLG11 reúne mais de meio milhão de cotistas, mantém 34 galpões concentrados no principal polo logístico do país e costuma pagar rendimentos mensais, o que tende a atrair quem busca renda passiva.
Para dimensionar o retorno, consideramos uma simulação com aplicação de R$ 20 mil por 12 meses no fundo.
Nesse cenário, o montante teria alcançado R$ 24.180,78, somando a valorização das cotas aos rendimentos pagos no período, segundo simulação baseada nos indicadores atuais do fundo. A seguir, veja a decomposição desse resultado.
BTLG11 supera a poupança em simulação de R$ 20 mil
O desempenho simulando 12 meses supera a poupança. Na mesma janela, os R$ 20 mil na caderneta chegariam a R$ 21.200,00, diferença de R$ 2.980,78 a favor do fundo imobiliário. Em termos relativos, o retorno ficou 14,06% acima da aplicação da poupança.
Do total final, R$ 1.850,78 correspondem aos dividendos distribuídos no período. Esses valores são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que cumpridas as condições da legislação vigente.
Isso implica uma renda média próxima de R$ 154 por mês apenas em proventos. A parte remanescente, de R$ 22.330,00, reflete quanto a posição passou a valer após a alta das cotas.
Cotação e indicadores do fundo
Na Bolsa, a cota é negociada a R$ 102,74 e acumula valorização de 11,69% nos últimos 12 meses.
No intervalo de 52 semanas, o papel variou entre a mínima de R$ 91,41 e a máxima de R$ 103,92. O último rendimento informado foi de R$ 0,81 por cota, com yield de 9,54% em 12 meses.
Entre os indicadores, o patrimônio líquido é de R$ 7,1 bilhões e o valor patrimonial por cota está em R$ 102,40, patamar muito próximo ao preço de tela, resultando em P/VP de 1,00 vez.
A liquidez média diária gira em torno de R$ 8,9 milhões, e a base de investidores soma 501.290 cotistas. Recentemente, a gestão iniciou a 16ª emissão de cotas, com captação inicial prevista em R$ 1,6 bilhão para financiar novas aquisições e ampliar o portfólio.
Sobre o fundo imobiliário
Gerido pela BTG Pactual, o fundo reúne 34 imóveis que somam cerca de 1,4 milhão de metros quadrados de área bruta locável (ABL).
A carteira é majoritariamente composta por galpões logísticos, que representam 95% do portfólio, e está fortemente concentrada em São Paulo, onde se encontram aproximadamente 92% dos ativos, principal mercado logístico do país. Grande parte dos imóveis fica em um raio de até 60 quilômetros da capital.
A vacância financeira está em 2,6%. Entre os inquilinos figuram Assaí, DHL, Unilever, Ceva e Amazon. Os 20 maiores locatários respondem por 67% da receita. Os contratos têm prazo médio de cinco anos, com 97% corrigidos pelo IPCA e predominância de acordos típicos, que somam 66% do total.
É importante destacar que os rendimentos e o preço da cota podem variar mês a mês. Os números da simulação refletem o que ocorreu nos últimos 12 meses e não se repetem necessariamente no futuro.
Por se tratar de renda variável, tanto a distribuição quanto a cotação podem subir ou recuar, com risco para o capital aplicado. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo sobre o fundo e não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros.
