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BTCI11 sobe 20,9% no lucro e paga R$ 0,095 por cota em abril

Bolsa de Valores - Mercado Financeiro

Foto: Suno/Banco

BTCI11 reportou um avanço consistente em abril, distribuindo R$ 10,443 milhões em lucro líquido, alta de 20,9% ante março. O fundo somou receitas de R$ 11,287 milhões, enquanto as despesas atingiram R$ 845 mil no período, refletindo disciplina na gestão de custos e incremento operacional. Esse desempenho reforça a atratividade do veículo em um cenário ainda sensível à inflação.

No recorte por cota, o resultado mensal foi de R$ 0,105, com forte contribuição dos CRIs, que adicionaram R$ 0,094 por cota ao desempenho do fundo imobiliário BTCI11. A carteira de FIIs agregou R$ 0,016 por cota e as receitas de caixa, R$ 0,003, enquanto as despesas reduziram R$ 0,008 por cota, preservando, ainda assim, margem confortável para distribuição.

Em 15 de maio de 2026, o fundo pagou R$ 0,095 por cota, referente a abril, o que implicou rentabilidade mensal de 1,01%. Esse patamar se mostra alinhado ao histórico recente do BTCI11 e indica consistência na geração de caixa, mesmo com ajustes pontuais no custo de carregamento dos ativos.

O patrimônio líquido encerrou o mês em R$ 1,01 bilhão, com valor de mercado de R$ 939,5 milhões. A cota patrimonial ficou em R$ 10,16, ante R$ 9,44 no secundário, evidenciando desconto e possível assimetria para o investidor que busca renda e potencial de valorização no BTCI11.

A carteira segue concentrada em recebíveis imobiliários, que representaram 80,4% do PL. Dentro desse bloco, 75,4% eram CRIs estruturais, majoritariamente indexados ao IPCA, e 5% CRIs táticos. Os FIIs responderam por 15,5% do PL, com destaque para BTYU11 (6,9%), enquanto a renda fixa atrelada ao CDI compôs 3,4%, oferecendo liquidez tática e proteção de curto prazo.

Setorialmente, a exposição foi liderada por logística (39,0%), seguida de residencial (21,7%), shoppings (12,5%), renda urbana (9,5%) e corporativo (6,4%). A indexação mostrou clara preferência por inflação: 96% em IPCA, 3% em CDI e 2% em outros indexadores, com spreads médios de IPCA + 9,66% e CDI + 16,86% ao ano.

Em síntese, o BTCI11 entregou crescimento no lucro e distribuição estável, sustentado por CRIs indexados à inflação, diversificação setorial e desconto no secundário que pode amplificar o retorno total ao investidor.

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