A Axia Energia iniciou 2026 com um salto de desempenho que marcou a reversão do prejuízo do ano anterior e consolidou avanços operacionais relevantes. No 1T26, a companhia reportou lucro líquido ajustado de R$ 3,7 bilhões, após prejuízo de R$ 80 milhões no 1T25, enquanto o Ebitda regulatório ajustado atingiu R$ 8,6 bilhões, alta de 60%. O movimento foi amparado por maior eficiência e ambiente de preços favorável no mercado de energia.
Em paralelo, a receita operacional líquida regulatória avançou 19,7%, para R$ 11,6 bilhões, refletindo a combinação de volume adicional e monetização mais eficiente dos contratos. A expansão das margens foi destacada por analistas e reforçou a percepção de melhora de rentabilidade da Axia Energia ao longo do trimestre, com ganhos operacionais consistentes.
O segmento de geração foi o principal vetor. Beneficiado por preços elevados no mercado spot e pela maior disponibilidade de energia após a descotização de usinas renovadas, o negócio registrou aceleração de receitas. A menor diferença de preços entre submercados também reduziu volatilidade e sustentou resultados mais previsíveis.
Nesse contexto, a receita bruta de geração cresceu 34,2% vs. 1T25, somando R$ 9,4 bilhões. Houve ainda queda expressiva de 30,3% nas despesas operacionais, em razão de menores gastos com compra de energia, combustível e operações, o que ampliou a alavancagem operacional e fortaleceu o fluxo de caixa.
O BB Investimentos manteve recomendação de compra para as ações, enxergando continuidade do ciclo de expansão de margens e eficiência. O preço-alvo para o fim de 2026 foi reiterado em R$ 63,90, o que implica potencial de valorização de 3,4% frente à cotação de R$ 61,80 em 6 de novembro, segundo o relatório.
Apesar do aumento de 8,1% na dívida líquida, para R$ 45,8 bilhões, a alavancagem melhorou, com a relação dívida líquida/Ebitda caindo de 1,9 vez para 1,8 vez. Para a Axia Energia, a combinação de disciplina de custos, normalização hidrológica e preços sustentados segue como catalisador para resultados, enquanto a redução gradual de riscos setoriais tende a apoiar a percepção de valor ao acionista.
