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VISC11 eleva proventos e reforça reservas para R$ 1,20 por cota

Um homem de terno sentado em uma mesa com um laptop e papéis

Imagem gerada por IA

O VISC11 elevou a distribuição para R$ 0,84 por cota em maio de 2024, acima dos R$ 0,76 de abril, apoiado por lucro distribuível de R$ 21,98 milhões, alta de 12% no mês. O desempenho refletiu a maior receita dos shoppings, com R$ 29,58 milhões em remessas, ainda que o resultado financeiro tenha sido negativo em R$ 4,40 milhões. Mesmo com a distribuição mais robusta, o fundo preservou reservas relevantes para sustentar a previsibilidade de proventos.

A gestão informou saldo acumulado não distribuído de R$ 24,46 milhões (R$ 0,85 por cota), reforçando a folga para meses subsequentes. Com os recursos adicionais do Shopping Paralela FII, de R$ 10,0 milhões (R$ 0,35 por cota), a reserva total disponível para distribuições futuras chega a R$ 1,20 por cota. Esse colchão de caixa contribui para suavizar eventuais oscilações de curto prazo e dar visibilidade ao investidor de VISC11.

As métricas operacionais apresentaram evolução no comparativo anual. O NOI por metro quadrado avançou 8,9%, enquanto as vendas por metro quadrado cresceram 8,7%, refletindo recuperação de tráfego e eficiência comercial. Nas mesmas lojas, porém, houve divergência: o SSS recuou 0,1%, ao passo que o SSR aumentou 3,9%, indicando melhora na captura de aluguel sobre uma base de vendas resiliente.

A operação manteve inadimplência e descontos sob controle, com descontos em 2,0% e inadimplência líquida em 2,1%. A taxa de ocupação permaneceu estável em 94,3% no fim de abril, em linha com o mesmo período do ano anterior, sustentando a geração recorrente de caixa. Esses níveis reforçam a resiliência do portfólio de VISC11 em um ambiente ainda competitivo.

O patrimônio líquido atingiu R$ 3,3 bilhões, com participações avaliadas em R$ 4,3 bilhões distribuídas em 32 shoppings, presentes em 15 estados e no Distrito Federal. O portfólio soma 301 mil m² de ABL própria, administrado por 11 empresas, o que dilui riscos operacionais e amplia a capilaridade regional do veículo.

No caixa, o fundo detinha R$ 162,0 milhões em aplicações, sendo R$ 155,9 milhões em títulos públicos e fundos DI com liquidez diária e R$ 6,1 milhões em cotas de outros FIIs. As obrigações de aquisições anteriores somavam R$ 1,072 bilhão; descontadas as aplicações, o saldo líquido era de R$ 910,4 milhões, perfil gerenciável frente à geração de resultados de VISC11.

No mercado, a cota ajustada fechou maio a R$ 106,25, queda de 2,9% no mês. Considerando proventos, o retorno foi de -2,1%, 0,7 p.p. abaixo do IFIX. Desde o IPO, o retorno total bruto acumula 118,7% (117,5% líquido para PF), equivalente a 127,8% do CDI líquido, com base de 350.230 cotistas e valor de mercado próximo a R$ 3,1 bilhões.

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