O rendimento do VINO11 avançou na competência de junho de 2026, atingindo o maior nível dos últimos 5 meses. O patamar atual supera a sequência recente e consolida um movimento de alta na distribuição do fundo.
O fundo anunciou R$ 0,042 por cota, valor superior ao pago no mês anterior. O crédito será efetuado em 14 de julho, com direito à distribuição para quem detinha cotas até o encerramento do pregão de 30 de junho, data-base informada pelo gestor.
Considerando a cotação de fechamento de junho, de R$ 4,75, o provento corresponde a um retorno mensal próximo de 0,88%. A métrica toma como referência o preço no último pregão do mês para estimar o efeito do pagamento sobre a cota.
Por se tratar de um fundo imobiliário, os rendimentos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas que se enquadram na legislação vigente. As regras de isenção permanecem condicionadas aos critérios legais aplicáveis a esse tipo de veículo.
Rendimentos do VINO11 em junho de 2026
O resultado de junho ainda não foi divulgado. Em maio de 2026, o fundo apurou resultado total de R$ 3,166 milhões, equivalente a R$ 0,038 por cota, e distribuiu R$ 0,04 por cota naquela competência. Assim, o valor anunciado para junho supera os R$ 0,04 pagos no mês anterior.
No mesmo mês de maio, a receita dos imóveis somou R$ 6,207 milhões. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 2,41 milhões, compondo o desempenho consolidado do período divulgado no relatório.
O resultado não distribuído encerrou maio em R$ 16,316 milhões, ou R$ 0,197 por cota. Esse montante decorre, em boa parte, do ganho extraordinário com o recebimento da 3ª parcela da venda do BM 336, reforçando o saldo acumulado para distribuição futura.
Carteira, contratos e estrutura de capital
O portfólio reúne participação em nove imóveis, com ABL própria superior a 75,0 mil metros quadrados. O prazo médio remanescente dos contratos (WAULT) é de 7,2 anos, indicador que reflete a duração média dos acordos de locação ainda vigentes.
Quanto ao perfil de vencimento, cerca de 70% da receita de aluguel advém de contratos que expiram após 2030, enquanto os 30% restantes vencem até 2029. Nos contratos típicos, o aluguel médio por metro quadrado está 16,1% abaixo da média de mercado observada.
Por tipologia, 63% dos contratos são atípicos e 37% típicos. A alocação por segmento é concentrada em comunicação e mídia, com 61% da receita, seguida por financeiro (9%), escritório de advocacia (9%), saúde (5%), coworking (4%) e tecnologia (4%). Essa composição detalha a exposição setorial da carteira.
Na estrutura de capital, o patrimônio líquido era de R$ 812 milhões ao fim de maio. As participações em ativos imobiliários totalizavam R$ 1,163 bilhão, enquanto as aplicações financeiras em fundos referenciados DI de liquidez somavam R$ 55,2 milhões.
As obrigações por aquisições a prazo alcançavam R$ 422,5 milhões. Descontadas as aplicações financeiras, o valor líquido era de R$ 367,3 milhões, equivalente a 31,6% dos ativos imobiliários. Desse total, R$ 23,3 milhões vencem em até 12 meses, e o saldo restante se distribui nos prazos seguintes.
No mercado secundário, o fundo terminou maio com 127.379 cotistas e valor de mercado de R$ 401,7 milhões. O volume médio diário negociado foi de R$ 616,7 mil, representando um giro de 3,1% das cotas no período.
A taxa de administração é escalonada: 1,20% ao ano para valores de mercado de até R$ 500 milhões; 1,10% entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão; e 1,00% acima de R$ 1 bilhão. As condições seguem a faixa de valor de mercado do fundo, conforme informado pelo gestor.
