O fiagro SNFZ11 encerrou o pregão a R$ 9,19, variação positiva de 0,44%, em sessão influenciada pelo maior otimismo com o avanço da colheita da segunda safra de milho no Brasil. O desempenho refletiu a leitura de que a oferta da “safrinha” começa a se consolidar, reduzindo parte das incertezas no curto prazo.
Segundo a AgRural, a colheita no Centro-Sul alcançou 49% da área cultivada até 16 de julho, nove pontos percentuais acima do verificado na semana anterior, quando o índice era de 40%. O ritmo, apesar de acelerado na margem, permanece abaixo do observado em igual período do ano passado, quando 55% da área já havia sido colhida.
A evolução dos trabalhos em campo é monitorada de perto por participantes do agronegócio, dada a relevância da segunda safra para a formação de preços e disponibilidade de grãos. A normalização gradual da oferta tende a diminuir a volatilidade, enquanto agentes incorporam os dados de avanço semanais aos seus cenários de produção.
SNFZ11 supera 15 mil cotistas e quase quadruplica base
O fundo atingiu um marco recente ao ultrapassar a marca de 15 mil cotistas, sinalizando expansão consistente de sua base de investidores. O crescimento ocorre em meio ao maior interesse do mercado por veículos ligados ao agronegócio e à dinâmica de valorização de terras agrícolas.
Em abril de 2025, o fundo somava 3.823 investidores. Desde então, a base praticamente quadruplicou, com alta superior a 290% em pouco mais de um ano. O avanço acompanha a consolidação da tese de geração de renda por arrendamento e captura da valorização dos imóveis rurais no longo prazo.
A ampliação do número de cotistas coincide com um ambiente de maior atenção ao segmento, no qual fatores como produtividade, logística e evolução tecnológica no campo influenciam o apetite por ativos lastreados em propriedades agrícolas. Nesse contexto, a proposta do fundo permanece apoiada na aquisição de áreas com potencial de valorização e capacidade de renda recorrente.
Fiagro mira expansão de novas propriedades em Mato Grosso
A estratégia do fundo está centrada em terras agrícolas situadas em Gaúcha do Norte (MT), polo relevante do agronegócio. A região combina elevada aptidão agrícola, possibilidade de cultivo de segunda safra e avanço da cadeia de etanol de milho, elementos que sustentam a tese de valorização das propriedades ao longo do tempo.
Para ampliar a exposição a esses ativos, o fundo conduz sua terceira emissão de cotas, operação estimada em cerca de R$ 120 milhões. A oferta prevê a emissão de até 12,08 milhões de cotas, ao preço de R$ 10,20 por unidade. Segundo a Suno Asset, os recursos serão destinados à aquisição de novas áreas rurais, reforçando o patrimônio e a presença do fundo em Mato Grosso.
A expectativa é incorporar aproximadamente 2,2 mil hectares agricultáveis ao portfólio. A expansão deve incrementar a geração de renda via contratos de arrendamento e fortalecer a exposição à valorização das terras agrícolas, alinhando o portfólio à dinâmica produtiva da região.
Enquanto o mercado acompanha a evolução da colheita no Centro-Sul, o avanço operacional do fundo permanece atrelado à execução de sua tese: ampliar a base de ativos com características de produtividade e liquidez no agronegócio. A combinação entre renda de arrendamento e potencial de valorização dos imóveis segue como pilar central para a estratégia no médio e longo prazos.
