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SNFZ11 cresce com agro forte e bate R$ 6,9 mi em negociações

Ações recomendadas para maio mostram mudança de foco para energia, indústria e tecnologia

Ações recomendadas para maio mostram mudança de foco para energia, indústria e tecnologia Foto: Suno/Banco

O fiagro SNFZ11 movimentou cerca de R$ 6,9 milhões na terça-feira (19/05), em um pregão favorecido pelo bom momento do agronegócio brasileiro. Com exposição direta a propriedades no Mato Grosso e participação ativa na produção agrícola das fazendas do portfólio, o fundo captura o ciclo positivo das commodities e o avanço das exportações.

Em abril, as exportações do agronegócio somaram US$ 16,65 bilhões, maior valor para o mês desde 1997, em alta de aproximadamente 17% na comparação anual. O setor respondeu por quase metade do total exportado pelo país, reforçando seu papel como pilar da balança comercial e sustentando o apetite por ativos do campo.

A soja liderou a dinâmica positiva, com aumento de aproximadamente 8% no volume embarcado e avanço de cerca de 6% nos preços internacionais. Esse movimento ajuda a sustentar margens na cadeia e melhora a previsibilidade de caixa para produtores e fundos com operações atreladas ao grão, como o SNFZ11.

O Brasil deverá exportar aproximadamente 16,129 milhões de toneladas de soja em grão em maio, segundo a Anec, acima dos cerca de 14,183 milhões observados em igual mês do ano anterior. Para o farelo de soja, a Anec projeta embarques próximos de 2,782 milhões de toneladas, superando as aproximadamente 2,120 milhões do período comparável.

Com base no aquecimento do agro, o SNFZ11 ampliou sua base de investidores: o fundo alcançou 13 mil cotistas, crescimento de cerca de 20% ante os 10 mil anteriores. A manutenção de distribuição de R$ 0,10 por cota implica dividend yield anualizado próximo de 13%, patamar que tende a atrair atenção em um ambiente de juros em queda gradual.

Esse conjunto de fatores — exportações recordes, demanda firme por soja e derivados e disciplina na gestão de portfólio — sustenta a tese do fundo no curto prazo. Para o investidor, a exposição produtiva no Mato Grosso e o foco em geração de renda podem oferecer resiliência, enquanto a dinâmica internacional das commodities segue como principal vetor de risco e retorno para o fiagro.

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