O fundo imobiliário SNAG11 avançou 0,10% nesta quinta-feira (21), encerrando a R$ 10,39. O movimento refletiu o ambiente mais favorável ao agronegócio e as projeções atualizadas para a soja em 2026, que reforçam a confiança dos investidores no fiagro.
A revisão da Abiove trouxe impulso adicional ao mercado. A associação elevou as estimativas para a cadeia da soja no Brasil e agora projeta processamento de 62,5 milhões de toneladas em 2026, um novo recorde, com alta de 6,5% em relação a 2025. Esse cenário reforça a atratividade de ativos atrelados ao campo, como o SNAG11.
Além disso, a entidade aumentou a previsão para a colheita nacional de 177,8 milhões para 180,1 milhões de toneladas, indicando expansão consistente do setor agrícola no próximo ano. Esse pano de fundo macro tende a sustentar preços, margens e demanda por crédito e infraestrutura no agronegócio.
O fiagro tem se consolidado entre os principais fundos do segmento, com crescimento patrimonial, melhora de liquidez e base de cotistas em expansão. Em abril, o volume médio diário negociado alcançou cerca de R$ 4,27 milhões, o que correspondeu a aproximadamente 10,5% de toda a movimentação entre os dez maiores fiagros da B3, evidenciando maior profundidade de mercado para o ativo.
Nova captação e alocação estratégica
A quinta emissão de cotas do fundo somou R$ 301,4 milhões, superando a meta inicial em R$ 100 milhões. Segundo o prospecto, 39,2% dos recursos serão direcionados a operações de irrigação agrícola — segmento considerado estratégico pela gestão por sua relevância na mitigação de riscos climáticos e no ganho de produtividade. Essa alocação pode fortalecer fluxos de caixa e diversificar garantias, pontos-chave na análise de risco.
Rentabilidade e comparativos
Desde o início, a rentabilidade do SNAG11 atinge 79,9%, superando CDI líquido (47,5%), IFIX (37,2%) e IPCA + 7% (50,5%). Em janeiro de 2026, o prêmio sobre o CDI chegou a 8,88%, mostrando resiliência mesmo em ambientes de juros elevados. Embora resultados passados não garantam retornos futuros, o histórico reforça a tese do fundo diante da perspectiva positiva para a soja e do fortalecimento do agronegócio.
