O RZTR11 divulgou seu relatório gerencial mais recente com distribuição de R$ 1,00 por cota no mês, equivalente a um yield de 1,05%. No período, as cotas recuaram de R$ 98,20 para R$ 94,98, levando o retorno total a -3,28%. A administração destacou que os resultados de curto prazo não capturam integralmente a tese de valorização patrimonial atrelada ao land equity, foco central do fundo.
Nos últimos 24 meses, o RZTR11 reforçou a estratégia de land equity, priorizando ativos com potencial de apreciação no médio e longo prazo. Essa abordagem aceita menor geração de caixa corrente, dado o ciclo de maturação mais extenso, em troca de ganhos esperados com a venda futura das propriedades após melhorias estruturais e operacionais.
Para monetização, o fundo pretende capturar valor por meio de alienações seletivas, quando as propriedades atingirem estágios de atratividade comercial superiores. Entre as iniciativas, destacam-se investimentos em preparo de solo, conversão de uso e recuperação de áreas degradadas, com foco em elevar produtividade e liquidez dos ativos. Essa agenda sustenta a tese de retorno via arbitragem entre aquisição, desenvolvimento e desinvestimento.
As fazendas Clarão da Lua, Roma, San Francisco e Santos Dumont compõem o portfólio de land equity. Cada uma passa por intervenções relevantes, alinhadas a objetivos específicos de ganho de eficiência e valorização. O pipeline de melhorias inclui manejo de pastagens, implantação de culturas e reforço de infraestrutura, etapas essenciais para elevar a resiliência produtiva e o valor de mercado.
Na Clarão da Lua, concluiu-se a conversão de eucalipto para pastagem, com correção de solo e implantação de soja em 470 hectares para a safra 2025/2026. Na Roma, seguem obras de recuperação de áreas degradadas, preparo do solo e novas pastagens. Já na San Francisco, avança o plantio de capim para melhorar a estrutura do solo, junto à restauração de infraestrutura crítica.
A Santos Dumont iniciará a colheita de café em maio, com entrada em produção plena prevista para 2027. A expectativa é que a maturação dessas frentes, somada à disciplina de capital, sustente a estratégia do RZTR11 e viabilize saídas oportunas. Em síntese, a tese se apoia em valorização imobiliária agrícola, gestão ativa e execução consistente no campo.
