Após três meses consecutivos distribuindo R$ 1,70 por cota, o fundo imobiliário RZAT11 retorna ao patamar recorrente de rendimento. A distribuição de agosto foi definida em R$ 1,05 por cota, o menor valor em cinco meses, conforme comunicado da gestão.
Os dividendos serão pagos em 21 de agosto de 2026. Terá direito ao recebimento quem mantinha as cotas até o encerramento do pregão de 14 de agosto. Com base na cotação de fechamento de julho, de R$ 92,01, o provento equivale a cerca de 1,14% no mês.
A administração já havia indicado esse intervalo no último relatório. A projeção para julho e agosto variava entre o montante agora anunciado e R$ 1,15 por cota, com maior contribuição do componente de IPCA na carteira. Como ocorre em outros fundos imobiliários, os rendimentos são isentos de Imposto de Renda para a pessoa física, nos termos da legislação aplicável.
A carteira segue focada na previsibilidade de receita contratual. O conjunto de contratos é indexado ao IPCA, mecanismo que, segundo a política do fundo, sustenta o reajuste dos alugueis ao longo do tempo. O pagamento em agosto, portanto, está alinhado ao que a gestão vinha antecipando nos materiais enviados ao mercado.
RZAT11 volta ao rendimento recorrente
A composição do portfólio soma nove imóveis, todos ocupados, com nove inquilinos e nenhuma vacância física ou financeira. O prazo médio remanescente dos contratos é de seis anos, enquanto a taxa contratual média é de IPCA + 10,2% ao ano. Esses termos buscam assegurar estabilidade de fluxos e reajustes pela inflação.
Os ativos imobiliários foram adquiridos por R$ 375,5 milhões e estão avaliados em R$ 975,573 milhões, refletindo um desconto médio de aquisição de 62%. Os imóveis representam 86% do patrimônio do fundo, de acordo com as informações mais recentes disponibilizadas pela gestão.
No período, houve a entrada de um imóvel comercial em Maringá, no Paraná, locado à Visolux. A operação foi estruturada no formato de sale and leaseback, no valor de R$ 20 milhões. O contrato firmado tem prazo de cinco anos, remuneração de IPCA + 13,62% ao ano e conta com garantia locatícia de R$ 856 mil.
A avaliação de mercado do ativo de Maringá está em R$ 27,8 milhões, acima do valor de aquisição, conforme informado pela administração. O movimento reforça a estratégia de aquisição com desconto e posterior captura de valorização quando os imóveis são reprecificados pelos laudos.
Portfólio do RZAT11 e dinâmica dos contratos
Entre os maiores ativos da carteira, a unidade da Cidade Imperial, em Frutal, foi comprada por R$ 150 milhões e está avaliada em R$ 617,660 milhões. Já o imóvel da Aspam, em Goiânia, teve aquisição por R$ 68 milhões e avaliação atual de R$ 108,330 milhões. Ambos ilustram a diretriz de compras abaixo do valor de mercado.
A gestão destaca a manutenção de ocupação integral e a ausência de inadimplência, fatores que sustentam a previsibilidade dos rendimentos. Com contratos atrelados ao IPCA e prazos alongados, a carteira busca mitigar oscilações de curto prazo típicas do segmento.
Em paralelo, o retorno aos R$ 1,05 por cota sinaliza a normalização após o período de R$ 1,70 por cota observado por três meses. Segundo as projeções já publicadas, o intervalo até R$ 1,15 por cota para julho e agosto refletia, sobretudo, o peso do IPCA na estrutura dos contratos.
Para o investidor pessoa física, segue válida a isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos mensais, conforme regras vigentes para fundos imobiliários. O cronograma de pagamento de 21 de agosto de 2026 e a data de corte no fim do pregão de 14 de agosto permanecem conforme o comunicado oficial.
