A Rede D’Or (RDOR3) reportou lucro líquido próximo de R$ 1 bilhão no 1º trimestre de 2026, queda de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025, refletindo o impacto dos juros elevados. Apesar da retração no lucro, a companhia manteve crescimento operacional, com avanço do Ebitda e melhora na ocupação de leitos, além de maior volume de pacientes atendidos.
No período, a receita líquida somou R$ 14,3 bilhões, alta de cerca de 10,5% na base anual. O desempenho foi impulsionado, sobretudo, pela expansão das operações da SulAmérica, além do crescimento hospitalar e do segmento oncológico. Esse mix de receitas contribuiu para mitigar pressões de custos e sustentar margens.
A Rede D’Or também apresentou forte evolução no Ebitda, com avanço superior a 20% frente ao 1T25, superando estimativas do mercado. A taxa de ocupação hospitalar alcançou 77,5%, reforçando ganhos de eficiência e diluição de despesas fixas. Esses fatores ajudaram a sustentar o resultado operacional positivo, mesmo diante do ambiente macroeconômico desafiador.
Expansão e capacidade seguiram como prioridades estratégicas. O total de leitos atingiu 13.555 ao fim de março, com ampliações em unidades como São Luiz São Bernardo, Caxias D’Or e São Lucas ao longo dos últimos 12 meses. Esse movimento reforça a presença geográfica e amplia o potencial de crescimento orgânico da rede.
Entre os vetores de pressão, o resultado financeiro líquido foi negativo em cerca de R$ 1,37 bilhão, refletindo o patamar de juros no país. As despesas com imposto de renda e contribuição social também cresceram, reduzindo parte dos ganhos operacionais e pressionando a linha final do balanço.
A Rede D’Or encerrou março com dívida líquida de R$ 22,1 bilhões e alavancagem de 1,75 vez Ebitda, nível considerado administrável frente ao perfil de geração de caixa e à expansão em curso. Olhando à frente, a empresa segue focada na integração de ativos, captura de sinergias e disciplina financeira para atravessar o ciclo de juros elevados e sustentar o crescimento.
