O fundo imobiliário RECT11 (REC Renda Imobiliária) informou nesta quinta-feira (20) que o Banco Digio manifestou interesse em descontinuar a locação de quatro conjuntos comerciais em Barueri (SP). A comunicação foi feita por meio de fato relevante divulgado pelo administrador do fundo.
Considerando as devoluções de áreas já em andamento no portfólio, a taxa de vacância do fundo poderá alcançar 11,66%. Segundo o fato relevante, a eventual saída do Banco Digio, isoladamente, representará incremento de 2,07% na taxa de vacância do portfólio.
O Banco Digio ocupa os conjuntos 701, 702, 703 e 704, situados no 7º andar do empreendimento Evolution Corporate, na Alameda Xingu, nº 512, em Alphaville, Barueri. Somadas, as áreas correspondem a 1.675,44 metros quadrados.
A devolução, no entanto, ainda não foi efetivada. O administrador informou que o mercado será comunicado novamente caso a desocupação seja confirmada. O fato relevante também ressalta que a operação não trará impacto imediato na distribuição de rendimentos aos cotistas.
Vacância do fundo imobiliário pode subir
O novo comunicado altera a fotografia do portfólio frente ao relatório gerencial de julho. Na ocasião, o fundo registrava taxa de ocupação de 92,8% dos imóveis e, portanto, vacância de 7,2%. A área bruta locável (ABL) somava 84.678 metros quadrados.
A diferença entre os 7,2% do fechamento de julho e os potenciais 11,66% reportados agora não deve ser atribuída integralmente à possível saída do Banco Digio. O fato relevante informa que os 11,66% consideram as “devoluções em andamento” e especifica que a desocupação ligada ao banco adicionaria 2,07% à taxa.
O Evolution Corporate já detinha participação relevante na carteira do FII. Em julho, o imóvel representava 17,6% da ABL do portfólio. O relatório também mostrava que os contratos de locação eram integralmente classificados como típicos.
Dividendos sem impacto imediato
O anúncio ocorre após o fundo manter os dividendos em R$ 0,45 por cota referentes a julho. No período, foram distribuídos R$ 3,84 milhões, equivalentes a um dividend yield mensal de 1,27% considerando a cotação de fechamento de julho, de R$ 35,33. O valor de R$ 0,45 por cota vinha sendo mantido desde outubro de 2025.
No acumulado de 12 meses até julho, os rendimentos somaram R$ 5,24 por cota. O relatório apontou resultado acumulado ainda não distribuído de R$ 0,4902 por cota. Ao fim do mês, o patrimônio líquido totalizava R$ 767,24 milhões, ou R$ 89,80 por cota, e o fundo reunia 45.969 cotistas.
O relatório de julho já indicava que a redução das áreas desocupadas era uma frente de atuação da gestão. A REC Gestão informou que mantinha contato com potenciais locatários para os espaços disponíveis e incluiu no documento um material específico com as áreas vagas do portfólio.
No fato relevante desta quinta-feira, a gestora reiterou que segue trabalhando na locação desses espaços. O próximo ponto a ser acompanhado pelos cotistas será a confirmação ou não da devolução dos conjuntos hoje ocupados pelo Banco Digio e a evolução da vacância após a conclusão das desocupações atualmente em andamento.
