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PORD11 reduz resultado em março e mira CRI com IPCA +14,18%

Mercado financeiro investimento - ações

Foto: Suno/Banco

O PORD11 reportou resultado de R$ 3,653 milhões em março, ligeiramente abaixo dos R$ 3,728 milhões de fevereiro. No período, o fundo gerou receitas de R$ 3,129 milhões e distribuiu R$ 0,098 por cota. A gestão destacou disciplina na alocação e sensibilidade ao cenário de maior aversão ao risco, preservando liquidez e qualidade de crédito.

Em 12 meses, os rendimentos somaram R$ 1,169 por cota, refletindo dividend yield de 13,87% sobre a cotação de R$ 8,43. Esse retorno equivale a IPCA + 9,02% ao ano ou IPCA + 11,37% com gross up de IR, considerando duration de três anos até janeiro de 2026. A métrica reforça o carrego atrativo frente a títulos indexados à inflação e ao CDI.

A carteira passou por ajustes táticos em março para capturar spreads mais altos. A gestão comprou no secundário um CRI da Assaí com remuneração de IPCA + 11,8% e vencimento em 2028, trazendo duration mais longa e proteção inflacionária. Também aumentou a exposição à Patrimar, elevando a participação para 1,5% do portfólio, buscando diversificação setorial e granularidade de crédito.

Nas alienações, o fundo PORD11 zerou a posição em debêntures da JHSF, que representavam 1,43% da carteira, a CDI + 1,17%. No primário, liquidou a operação de CRI Bralar, equivalente a 1,7% do patrimônio líquido, remunerada a CDI + 6% e prazo de 72 meses. As vendas visaram reciclagem de capital para ativos com melhor relação risco-retorno.

Para frente, uma nova operação com incorporadora mineira está em fase final de estruturação, com conclusão esperada nas próximas semanas. O ativo propõe remuneração de IPCA + 14,18% e garantias estimadas em cerca de 160% do saldo devedor, incluindo recebíveis e 13 unidades concluídas, reforçando o colateral.

Perspectivas seguem cautelosas, mas construtivas. A tese se ancora em spreads de crédito ainda elevados, proteção inflacionária e gestão ativa. O PORD11 mantém foco em emissões high grade e oportunidades pontuais em middle risk, preservando covenants e garantias robustas.

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