O fundo imobiliário PMLL11 encerrou setembro de 2026 com resultado distribuível de R$ 15,6 milhões, o que corresponde a R$ 1,12 por cota, avanço superior a 19% frente a agosto. Segundo o relatório gerencial, as receitas atingiram R$ 17,06 milhões, com maior contribuição das operações imobiliárias ao longo do mês analisado.
Os ativos imobiliários somaram R$ 16,27 milhões em receitas. As receitas mobiliárias acrescentaram R$ 650,2 mil e os ganhos extraordinários, R$ 140,2 mil. A alienação de cotas do VISC11 adicionou aproximadamente R$ 0,01 por cota ao resultado do período, de acordo com a gestão.
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Os dividendos de setembro foram de R$ 1,00 por cota, com pagamento em 15 de outubro. A distribuição incluiu os cotistas e os detentores dos recibos PMLL13, totalizando R$ 13,98 milhões e R$ 5,08 milhões, respectivamente, conforme detalhado no documento mensal.
PMLL11 eleva resultado e mantém distribuição
Na cotação de R$ 105,11, o dividend yield anualizado do fundo imobiliário alcançou 11,4%, ante 10,1% quando considerado o valor patrimonial. Entre janeiro e setembro, o resultado acumulado atingiu R$ 137,99 milhões, frente a receitas de R$ 156,45 milhões no mesmo intervalo.
A administração manteve a projeção de rendimentos mensais de R$ 1,00 por cota para o segundo semestre, sem garantia de concretização. A comunicação ressalta que a manutenção dessa referência depende do desempenho operacional e da evolução de indicadores do portfólio.
No mês, a performance refletiu a maior contribuição dos imóveis, somada a receitas financeiras e eventos não recorrentes. O efeito da venda de cotas do VISC11, embora pontual, incrementou o valor distribuível por cota no período, segundo o relatório.
Emissão e aquisições ampliam portfólio de shoppings
A sétima emissão do FII movimentou R$ 718,2 milhões, com a emissão de 6.126.338 novas cotas. Os recursos foram direcionados à consolidação do RBR Malls e à aquisição de participações em sete shoppings, conforme a estratégia de alocação apresentada aos investidores.
Entre os empreendimentos envolvidos estão Jardim Sul, Curitiba, Plaza Sul, Granja Vianna, Prudenshopping, Natal Shopping e North Shopping Maracanaú. Além disso, o fundo elevou sua participação no Shopping Taboão e alienou o Shopping Park Sul, ajustando a composição do portfólio.
Após essas movimentações, o portfólio passou a reunir 22 empreendimentos, com participações majoritariamente minoritárias. A gestão reforçou que a diversificação e a presença em diferentes praças sustentam o fluxo de receitas e a resiliência operacional do veículo.
Indicadores operacionais e mudança na administração
Em agosto, os indicadores operacionais apontavam taxa de ocupação de 96,1% e ABL proporcional de 163.954 m². As vendas alcançaram R$ 1.623 por m², crescimento anual de 14,5%, enquanto o NOI foi de R$ 111,60 por m², avanço de 23,3% no comparativo anual. A administração destacou as categorias de estacionamento, cinemas e alimentação como destaques do mês.
Esses números não incorporavam integralmente as aquisições recentes, segundo a gestora. A tendência de expansão do NOI e das vendas por m² será acompanhada à medida que os novos ativos forem consolidados nos relatórios subsequentes.
Em outubro, os cotistas aprovaram a substituição do Banco Genial pela Apex Group DTVM na administração, com efetivação prevista para 18 de novembro. Também foram validados novos critérios para operações envolvendo potenciais conflitos de interesse, em linha com práticas de governança do mercado.
