Os rendimentos do MXRF11 foram fixados em R$ 0,10 por cota para a competência de junho de 2026, repetindo o valor repassado nos dois meses anteriores.
O pagamento ocorrerá em 14 de julho de 2026. Terão direito os investidores posicionados até o fim do pregão de 30 de junho de 2026, data-base da distribuição.
Com a cotação de fechamento de junho em R$ 9,75, os rendimentos correspondem a um dividend yield mensal aproximado de 1,03%.
Como é regra para os dividendos do MXRF11 e de outros FIIs, o rendimento é isento de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que atendidas as condições previstas na legislação aplicável.
A decisão se apoia no resultado mais recente disponível. Em maio, no regime de caixa, os rendimentos somaram R$ 46,57 milhões, ou R$ 0,1012 por cota, base da distribuição anterior, já que os números de junho ainda não foram divulgados.
Desse total, R$ 41,57 milhões vieram do book de CRIs, R$ 5,61 milhões do de FIIs e R$ 1,60 milhão do de permutas. A reserva acumulada de correção monetária está em R$ 21,83 milhões, equivalente a R$ 0,047 por cota.
A distribuição precedente, paga em 15 de junho de 2026 e calculada sobre a cota de fechamento de R$ 9,98, rendeu o equivalente a 88,88% do CDI líquido, ou 104,56% do CDI ao se considerar o gross-up de 15%.
Movimentações de maio e rendimentos do MXRF11
Em maio, houve alienações parciais nos CRIs República do Líbano, FGR, Helbor e VCA, além da venda total dos CRIs Oba BTS Taubaté e Matheus Ilheus. As operações geraram ganho de capital somado de R$ 1,6 milhão.
No primário, o FII adquiriu nova tranche do CRI Mitre Michigan, em volume de R$ 30,0 milhões. Na carteira de fundos, foram vendidas cotas do MCLO11 no montante de R$ 4 milhões, com ganho de capital de R$ 400 mil.
O fundo encerrou o mês com R$ 613,49 milhões em cotas de FIIs sob gestão. No book de permutas, houve distribuição de R$ 1,6 milhão provenientes dos empreendimentos Brooklin 2, Brooklin 4, Pinheiros 1 e Itaim Bibi.
Composição, desempenho e rendimentos do MXRF11
A alocação do portfólio ficou dividida entre CRIs (73,3%), FIIs (14,5%), permutas financeiras (8,9%) e caixa (3,3%).
Por indexador, os ativos atrelados a IPCA+/INCC+ representaram 78,17% do book, com taxa média de aquisição de 8,65% ao ano e MTM de 10,16% ao ano. Os indexados ao CDI+ somaram 6,86%, com aquisição a 2,76% ao ano e MTM de 2,83% ao ano, enquanto os FIIs responderam por 14,97%.
O spread de crédito do book de CRIs e permutas foi de 156 bps, considerando o MTM dos CRIs, com LTV médio de 56%.
Na carteira de CRIs, a maior concentração por segmento está em imobiliário residencial (31,01%), seguida por varejo alimentício (20,20%), varejo (7,73%), properties (6,09%), agronegócio (4,48%) e shoppings (4,21%), além de 26,29% em outros segmentos.
Nos indicadores de desempenho, a cota patrimonial atingiu R$ 9,37 em maio, enquanto a cota de mercado fechou o mês em R$ 9,98. O retorno total bruto em maio foi de 1,61%, com 7,85% acumulados em 2026 e 16,31% em 12 meses.
Em relação aos índices de referência, o fundo ficou 0,77% acima da NTN-B principal e 2,95% acima do IFIX em maio. Em 12 meses, a diferença positiva foi de 5,86% sobre a NTN-B e de 5,01% sobre o IFIX.
