O HSML11 reportou lucro de R$ 10,787 milhões em março de 2025, abaixo dos R$ 17,144 milhões de fevereiro, refletindo a normalização de receitas e um mês anterior operacionalmente mais fraco. A receita imobiliária totalizou R$ 17,9 milhões, somada a R$ 866,9 mil em receitas financeiras, enquanto as despesas alcançaram R$ 7,979 milhões, preservando margem confortável mesmo com a oscilação mensal. A manutenção da distribuição reforça disciplina na gestão do caixa e previsibilidade ao cotista.
As vendas dos lojistas cresceram 2% na comparação anual, chegando a R$ 1.231,12 por metro quadrado, sustentadas por portfólio diversificado e recuperação gradual do tráfego. O NOI avançou 4% em fevereiro, para R$ 101,02/m², indicando resiliência operacional apesar dos efeitos sazonais. Entre os ativos, Via Verde (+16%), SuperShopping Osasco (+15%) e Pátio Cianê (+13%) lideraram o desempenho, seguidos por Granja Vianna (+8%), Paralela (+6%) e Metrô Tucuruvi (+5%).
A queda do resultado em março deriva, principalmente, do efeito-base de um fevereiro tradicionalmente desafiador para o varejo, com Carnaval, menos dias úteis e maior concentração de despesas sazonais que afetam fluxo de caixa e repasses. Mesmo assim, o HSML11 manteve indicadores sólidos de ocupação (96,7%) e custo de ocupação em 10%, níveis compatíveis com operações saudáveis de shoppings maduros. A liquidez das cotas permaneceu elevada, com volume médio diário de R$ 5,3 milhões.
Distribuições seguiram em R$ 0,70 por cota em março, em linha com o guidance do 1º semestre de 2026, que projeta R$ 0,70 a R$ 0,75 por cota. Considerando o preço de mercado, os rendimentos do HSML11 implicam dividend yield anualizado de 8,8%, patamar competitivo frente a pares de shoppings e alternativas de renda. A constância dos proventos sinaliza conforto do gestor com o fluxo operacional e com a agenda de alocação.
O destaque negativo foi o Shopping Pátio Maceió, com recuo de 10% no NOI por maior inadimplência, ponto monitorado para mitigação via renegociações e reforço de cobrança. Em contrapartida, ativos como SuperShopping Osasco e Pátio Cianê compensaram parte da pressão, diluindo impactos no consolidado. A diversificação geográfica e de mix de lojistas segue como amortecedor de choques setoriais.
Para os próximos meses, a expectativa é de recuperação gradual com a normalização do calendário, iniciativas de ativação comercial e captura de aluguéis variáveis. A estratégia do HSML11 combina estabilidade de receitas com gestão ativa dos contratos, buscando preservar a distribuição e sustentar o crescimento orgânico do portfólio.
