O fundo imobiliário dividendos do HGLG11 manteve a distribuição em R$ 1,10 por cota para maio de 2026, repetindo o mesmo patamar observado desde agosto de 2023. Os cotistas posicionados até 30 de abril de 2026 terão direito ao recebimento, com pagamento confirmado para 15 de maio. Com a cotação de fechamento em R$ 156,40 no fim de abril, o yield mensal ficou em torno de 0,70%.
No curto prazo, a gestão reforça disciplina na política de alocação e acompanhamento próximo dos contratos. O foco está em preservar a previsibilidade dos fluxos e capturar reajustes em linha com os índices, sem comprometer a competitividade dos ativos. A atuação ativa na prospecção vem reduzindo tempos de vacância entre saídas e novas ocupações.
A taxa de vacância consolidada do portfólio está em 3,0%, abaixo da média de mercado de 7%. Em São José dos Campos, o nível ainda supera 20% por conta das características industriais específicas do ativo da antiga Ericsson, o que exige abordagem comercial segmentada e prazos de negociação mais longos.
Em parceria com a CBRE, o FII HGLG11 intensifica a atração de inquilinos dos setores de tecnologia aeronáutica e automotiva para a região do Vale do Paraíba, reforçando o posicionamento logístico-industrial do fundo. Em Guarulhos, a entrada da ABC Internacional reduziu a vacância física para 3,0%, e a administração projeta vacância de 4,0% para maio de 2026, refletindo movimentações pontuais.
Novos projetos seguem no pipeline para sustentar crescimento orgânico. O fundo avançou no desmembramento de matrícula que viabiliza um parque de 50 mil m² de galpões classe A, alinhado à demanda de e-commerce e operadores 3PL. A obra HGLG Simões Filho registrava 99,9% de conclusão, restando apenas a etapa Contenção 02 até março de 2026.
No eixo de desenvolvimento sob medida, o HGLG11 negociava dois projetos Built to Suit (BTS) para locatários estratégicos. O G200 de Simões Filho foi formalizado em março com o Mercado Livre, reforçando a tese logística e a geração de renda contratada de longo prazo, com potencial de diluição de vacância estrutural.
Para os próximos meses, a gestão pretende combinar revisões contratuais, redução de espaços ociosos e entrega de novos empreendimentos para sustentar a distribuição. A continuidade do patamar de R$ 1,10 por cota reflete estabilidade operacional, enquanto a busca por ganhos reais tende a apoiar a manutenção do retorno ao cotista.
