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Shoppings impulsionam FIIs com alta de vendas e ocupação

Ações recomendadas para maio mostram mudança de foco para energia, indústria e tecnologia

Ações recomendadas para maio mostram mudança de foco para energia, indústria e tecnologia Foto: Suno/Banco

Os fundos imobiliários de shopping centers divulgaram seus relatórios de abril com um quadro operacional robusto, mesmo diante de um fluxo de visitantes ainda abaixo do patamar pré-pandemia. Em linhas gerais, os empreendimentos reportaram avanço consistente em vendas, ocupação e geração de caixa, sustentando a confiança dos cotistas e gestores no segmento.

A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) apontou faturamento recorde de R$ 200,9 bilhões em 2025, com taxa média de ocupação de 95,4% e inadimplência de 4,3%, o menor nível histórico. Esses números reforçam a resiliência do setor e a capacidade de adaptação do varejo físico a um consumidor mais seletivo e exigente.

Ao ampliar o escopo além do varejo tradicional, os shoppings fortaleceram serviços, lazer, gastronomia e conveniência. Essa diversificação elevou a atratividade dos ativos e apoiou os fundos imobiliários expostos ao segmento, reduzindo a dependência de categorias mais sensíveis ao e-commerce e equilibrando receitas em diferentes ciclos econômicos.

Mesmo com queda de 6,2% no fluxo de visitantes entre 2019 e 2025, segundo a Folha de S.Paulo, o tíquete médio subiu e a permanência atingiu 80 minutos, recorde histórico. O gasto por visitante avançou de R$ 121 para R$ 126, atenuando a pressão do menor tráfego e favorecendo margens operacionais.

Entre os destaques, VISC11 reportou alta de 15,3% no NOI por metro quadrado, além de crescimento de 5,8% nas vendas por m² e avanço de 5,7% no fluxo de veículos. XPML11 somou R$ 1,55 bilhão em vendas, com vacância de 3,7% e inadimplência líquida de 1,7%, refletindo qualidade de portfólio e gestão ativa.

HSML11 também apresentou evolução: vendas +9%, NOI 2% superior e ocupação de 96,8%. O desempenho sugere continuidade na recuperação dos aluguéis, com reprecificação gradual de contratos e efeitos positivos de campanhas promocionais e eventos.

No balanço geral, os fundos imobiliários de shoppings mostram tração operacional em 2025, sustentada por ocupação elevada, adimplência sob controle e portfólios mais voltados à experiência. Para o investidor, a combinação de diversificação, eficiência e crescimento de vendas indica perspectiva construtiva no médio prazo.

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