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FIIs são pilar para aposentadoria de 97% dos investidores, mostra pesquisa

Uma folha de papel com um gráfico ascendente

Imagem gerada por IA

Os fundos imobiliários (FIIs) avançaram como ferramenta de geração de renda e planejamento para a aposentadoria entre os investidores ouvidos. De acordo com a Pesquisa de Perfil do Investidor de Fundos Imobiliários, 97% dos participantes veem os FIIs como pilar de sua estratégia de aposentadoria.

O estudo, elaborado por Brain Inteligência Estratégica, Clube FII e Tree Inteligência Financeira, apontou mudança no nível de experiência. A fatia com mais de cinco anos em FIIs passou de 13% em 2020 para 60% em 2026. No sentido oposto, os iniciantes, com até um ano, recuaram de 36% para 4%.

A coleta ocorreu em junho de 2026 com investidores da base do Clube FII. Os resultados refletem esse universo e não necessariamente o conjunto dos cerca de 3,2 milhões de investidores de fundos imobiliários registrados na B3.

Fundos imobiliários (FIIs) ganham espaço na aposentadoria

O fluxo de renda mensal está entre os principais motivos de permanência no segmento. Conforme a pesquisa, 94% dos entrevistados citaram esse fator como razão para continuar investindo em FIIs.

A isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos, nas condições previstas em lei, foi mencionada por 77% dos participantes. Outros 52% destacaram a possibilidade de acessar o mercado imobiliário sem as burocracias da compra direta de um imóvel.

O levantamento também observou aumento na participação de investidores com maior volume aplicado. A proporção com mais de R$ 500 mil investidos cresceu 37% entre outubro de 2024 e junho de 2026 e alcançou 37% do total pesquisado. Outros 32% afirmaram deter entre R$ 100 mil e R$ 500 mil em fundos imobiliários.

Segundo Fabio Tadeu Araújo, CEO da Brain, a pesquisa identifica diferenças tanto no tamanho das carteiras quanto nos objetivos dos investidores. De acordo com ele, quem tem menor volume aplicado tende a focar na rentabilidade, enquanto investidores de maior renda passam a olhar mais atentamente para a gestão dos fundos.

Carteira média de fundos imobiliários (FIIs) cresce

O número médio de fundos imobiliários por carteira também aumentou. Em 2020, cada investidor tinha, em média, 9,7 FIIs; em 2026, a média chegou a 18 fundos por carteira.

O avanço foi de 84,5% em seis anos. No mesmo período, a participação de investidores com mais de cinco anos de experiência no segmento passou de 13% para 60%.

A pesquisa ainda apontou alto grau de autonomia dos participantes. Segundo o levantamento, 97% administram diretamente suas posições, sem assessor de investimentos ou gerente bancário. Desde 2020, essa proporção nunca ficou abaixo de 90%, segundo Araújo.

Intenção de novos investimentos em galpões logísticos

Entre os segmentos analisados, os fundos de recebíveis imobiliários aparecem em 67% das carteiras. O mesmo percentual, 67%, manifestou interesse em realizar novos aportes nessa classe.

Os fundos de galpões logísticos lideram a intenção de novos investimentos: 75% dos entrevistados demonstraram interesse no segmento, enquanto 66% disseram já possuir fundos dessa categoria na carteira.

Na sequência estão os fundos híbridos, presentes em 57% das carteiras; os fundos de shopping centers, com 55%; as lajes corporativas, com 52%; e os fundos de fundos (FOFs), com 28%. Entre os FIIs individualmente mais presentes estão XPML11, citado por 23%, BTLG11, com 21%, e TRXF11, com 18%.

Riscos mais citados e mudanças na percepção política

Os riscos também entram no radar dos participantes. O risco de mercado foi mencionado por 85% dos entrevistados, enquanto 78% citaram a inadimplência e 75% apontaram a vacância.

A percepção sobre o ambiente político mudou de forma relevante. A parcela que vê esse fator como capaz de reduzir fortemente a disposição para investir passou de 10% em 2024 para 70% em 2026.

Quanto ao perfil da amostra, os Baby Boomers, definidos como pessoas entre 62 e 80 anos, representam 42% dos participantes. A Geração X, entre 46 e 61 anos, responde por 38%. Os aposentados somam 22% dos entrevistados.

Os resultados indicam características específicas do grupo pesquisado: maior presença de investidores com mais de cinco anos de experiência, aumento do número médio de fundos imobiliários por carteira e participação relevante de quem tem volumes mais elevados investidos. Os dados devem ser interpretados dentro do universo da pesquisa.

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