O fundo imobiliário apurou resultado distribuível de R$ 13,580 milhões em julho, alta de 61,6% na comparação mensal. As receitas totais atingiram R$ 17,055 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 3,475 milhões no período reportado.
O rendimento declarado foi de R$ 0,85 por cota, com pagamento agendado para 14 de agosto de 2026. A gestão projeta manter esse patamar ao longo do segundo semestre, conforme comunicado.
Com base na cotação de mercado de R$ 119,80, o provento implica dividend yield mensal aproximado de 0,71%, equivalente a 8,5% anualizado. Pela cota patrimonial de R$ 146,64, o yield anualizado corresponde a 7,0%.
Dividendos do HGRE11 e desempenho recente
Em julho, a receita total foi de R$ 1,44 por cota e o resultado distribuível alcançou R$ 1,15 por cota. A expansão do resultado decorreu de um efeito não recorrente. A distribuição de R$ 0,85 por cota ficou abaixo do apurado, o que contribuiu para reforço do caixa.
A reserva acumulada encerrou o mês em R$ 2,58 por cota. Na média dos últimos 12 meses, a distribuição foi de R$ 0,96 por cota. O patrimônio líquido somou R$ 1.732,9 milhões, com P/VP de 0,82x e volume médio diário negociado de R$ 2,5 milhões.
Resultados de julho e eventos não recorrentes
A alienação de dois conjuntos do 11º andar do Berrini One adicionou R$ 0,45 por cota ao lucro. Em sentido oposto, a venda das posições remanescentes em FIIs reduziu R$ 0,06 por cota do resultado. Esses fatores explicam o salto do montante distribuível no mês.
Como distribuiu menos do que gerou, o fundo acumulou reservas para o semestre. Além disso, foi aprovada a 10ª emissão de cotas, destinada a investidores profissionais, com montante inicial de R$ 700 milhões.
Carteira de lajes, vacância e alavancagem
Ao final de julho, cerca de 86% dos ativos estavam alocados em imóveis, 3% em CRIs e 10% em caixa. O portfólio reúne 13 edifícios e 45 locatários, com ABL total de 143.387 metros quadrados distribuída em três estados e WALE de 4,7 anos.
O valor médio é de R$ 8.541 por metro quadrado e o aluguel médio, de R$ 77,95 por metro quadrado. Ativos classificados entre A e AAA na grande São Paulo respondem por 86% do valor patrimonial do portfólio.
A vacância física encerrou julho em 6,6% e a financeira em 8,1%, após a saída da Armac no edifício Jatobá. No período, foram realizados reajustes em 28.479 metros quadrados de ABL, com incremento de R$ 0,01 por cota na receita imobiliária.
A alavancagem permanece em 2,1%, com 65% dos vencimentos no longo prazo. O passivo ligado à operação de securitização soma R$ 37 milhões, dos quais R$ 13 milhões vencem em até 12 meses.
