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Cyrela (CYRE3) salta 41% no lucro; mudança contábil entra no radar

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Imagem gerada por IA

Cyrela (CYRE3) registrou lucro por ação de R$ 1,55 no quarto trimestre, alta de 41% ante o mesmo período de 2023, com ROE anualizado de 27%. A Cyrela também reportou receita líquida de R$ 3,23 bilhões, avanço de 29% na comparação anual, ainda que parte desse salto decorra de uma mudança contábil no reconhecimento de receitas. Analistas do BTG Pactual destacaram resultados operacionais sólidos, com forte geração de caixa e sustentação do desempenho por lançamentos relevantes.

Os analistas Gustavo Cambauva, Gustavo Fabris e Antonio Pascale avaliaram que a companhia entregou um 4T25 robusto, sustentado por receitas mais altas e disciplina financeira. A margem bruta ajustada ficou em 33,7%, levemente acima do ano anterior, refletindo bom controle de custos e mix de produtos favorável. Projetos de alto padrão contribuíram para a resiliência das margens em um cenário competitivo.

A mudança contábil afetou diretamente o momento de reconhecimento de receita, que antes ocorria após marcos de venda ou tempo de lançamento. Agora, a companhia passa a reconhecer a receita mais cedo, quando decide prosseguir com o projeto, o que eleva a visibilidade de curto prazo. Essa alteração trouxe impacto imediato aos números, ao incorporar receitas de empreendimentos como Epic e Vista Milano, além de lançamentos recentes.

Segundo o BTG, a nova prática contábil “puxa” parte do resultado para o trimestre, o que pode inflar a comparação anual e exigir atenção na análise de recorrência. Ainda assim, o banco ressalta que a execução operacional segue consistente e que o pipeline de projetos permanece robusto. A recomendação de compra foi mantida, apoiada em fundamentos e posição competitiva no setor.

A Cyrela também reportou geração de caixa positiva. O caixa livre alcançou R$ 74 milhões no período, superando as projeções, ajudado por dividendos antecipados de joint ventures como Cury e Lavvi. Esse movimento reforça a flexibilidade financeira e apoia a estratégia de crescimento com disciplina.

Por fim, a companhia anunciou R$ 1,4 bilhão em dividendos, mantendo sua atratividade para investidores de renda, ainda que a alavancagem tenha subido para 17% de dívida líquida sobre patrimônio. Para o BTG, a perspectiva permanece favorável, com a CYRE3 entre as principais apostas do setor, desde que o mercado considere os efeitos da mudança contábil.

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