O CPSH11 anunciou a aquisição de uma participação adicional de 18,375% no I Fashion Outlet Novo Hamburgo, localizado na BR-116, KM 236, em Novo Hamburgo (RS). A transação, fechada por aproximadamente R$ 63,4 milhões, reforça a estratégia do fundo em ativos de alta qualidade e desempenho consistente. Com o movimento, a participação total do fundo no empreendimento alcança cerca de 39%.
Sob gestão da Iguatemi, o outlet é considerado estratégico pelo fundo devido à combinação de localização privilegiada, operação consolidada e resiliência comercial. Esses fatores sustentam uma tese de investimento voltada à geração de renda e valorização de longo prazo, alinhada ao perfil do CPSH11.
A decisão de aumentar a exposição ao ativo leva em conta o histórico de alta taxa de ocupação, fluxo qualificado de consumidores e crescimento consistente de vendas. Após a conclusão da compra, o I Fashion Outlet Novo Hamburgo deverá representar aproximadamente 14% do NOI do fundo, contribuindo para a diversificação e robustez do portfólio.
Aspectos financeiros chamam atenção: a aquisição foi concluída com cap rate de 8,4% ao ano e yield-on-cost estimado em 9,8% anuais, indicadores atrativos para o segmento de shopping centers e outlets. O pagamento será parcelado até abril de 2027, com declarações e garantias usuais de mercado, o que confere previsibilidade ao desembolso.
Desempenho operacional do fundo também segue em evolução. Em março, o CPSH11 encerrou com 35.122 cotistas, avanço de 4,97% no mês, e patrimônio líquido em torno de R$ 1,096 bilhão. A estratégia combina renda recorrente com potenciais ganhos de capital em ciclos de compra e venda de ativos.
Com governança consolidada e gestão ativa, o fundo busca capturar oportunidades em praças relevantes como o mercado gaúcho, onde o outlet se beneficia de tráfego regional e mix de lojas competitivo. A ampliação da fatia no empreendimento reforça a convicção da gestão na qualidade do ativo e na continuidade do seu desempenho.
No horizonte, a administração indica foco em fortalecer ativos ancorados por operadores reconhecidos, como a Iguatemi, preservando disciplina alocativa e rigor na avaliação de riscos. O movimento recente reforça a tese do CPSH11 de geração de valor aos cotistas por meio de ativos dominantes em seus mercados.
