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BTLG11 cresce 16% em abril e negocia venda de imóveis

A mão de uma pessoa segura uma caneta sobre um papel com gráficos

Imagem gerada por IA

O BTLG11 reportou resultado líquido de R$ 40,573 milhões em abril de 2024, alta de 16,13% ante março, reforçando a consistência operacional do fundo. A distribuição de R$ 0,81 por cota manteve ritmo atrativo, com dividend yield anualizado de 9,4%, em linha com o histórico recente. A combinação de receitas robustas e controle de despesas sustentou a geração de caixa no período.

A receita imobiliária somou R$ 45,078 milhões, parcialmente compensada por gastos de R$ 4,505 milhões. Esse balanço demonstra eficiência na gestão de contratos e custos, contribuindo para a resiliência do portfólio. Além disso, o fundo segue focado em reciclagem de ativos e otimização da base de receitas, pilares que vêm sustentando o crescimento. Entre os destaques, a renegociação e a ocupação de áreas estratégicas reforçam a tese.

Em abril, a ocupação do empreendimento BTLG Ribeirão Preto avançou com a locação de dois módulos, somando 6.603 m² de ABL, com ganho real de 39% frente aos valores anteriores. A vacância financeira encerrou o mês em 2,6%, indicador saudável para a classe de ativos. O portfólio totaliza 34 imóveis e 1,4 milhão de m² de ABL, com 92% localizados em São Paulo, principal mercado logístico do país, favorecendo liquidez e demanda.

BTLG11 negocia venda de três propriedades, amparado por Memorando de Entendimentos não vinculante, abrangendo dois ativos em São Paulo e um em Pernambuco, somando 102,6 mil m² de ABL. Caso concluída, a transação pode gerar lucro estimado de R$ 1,56 por cota, com ganho de capital próximo de 36% e TIR de cerca de 17% ao ano, reforçando a disciplina de alocação de capital.

A estratégia de reciclagem patrimonial é recorrente: historicamente, o FII desinveste entre 12% e 15% do patrimônio anualmente, realocando recursos em oportunidades com melhor risco-retorno. O fundo prossegue com a reavaliação dos ativos, cujo impacto será divulgado em junho, o que pode recalibrar indicadores de valor patrimonial e métricas de performance.

O portfólio é majoritariamente logístico (95%), com exposições complementares em industrial (3%) e varejo (2%). Contratualmente, 66% dos acordos são típicos e 34% atípicos, com 97% indexados ao IPCA, o que oferece proteção inflacionária e previsibilidade de receita para os cotistas de BTLG11.

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