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BRCO11 lucra R$ 17,12 mi em abril e paga R$ 0,95 por cota

Bolsa de Valores - Mercado Financeiro

Foto: Suno/Banco

O BRCO11 reportou lucro de R$ 17,12 milhões em abril de 2024, sustentado por receitas de R$ 21,695 milhões e despesas de R$ 4,756 milhões. A distribuição foi de R$ 0,95 por cota, o que corresponde a um dividend yield anualizado de 9,7%. O desempenho reforça a resiliência do portfólio e a geração de caixa do fundo, apesar de pressões pontuais de vacância e custos operacionais.

No mês, houve reforço de R$ 500 mil na linha imobiliária, decorrente do aluguel variável do Hotel Ramada Viracopos. Esse incremento compensou parcialmente a vacância observada em ativos selecionados e contribuiu para a estabilidade das receitas contratadas. Entre as despesas, destacaram-se taxas de comercialização ligadas às locações nos ativos Bresco Simões Filho e Bresco Itupeva, refletindo a atividade de gestão e reposicionamento de contratos.

Os principais custos do período incluíram gastos com propriedades afetados pela vacância no Bresco Embu, Bresco Canoas e Bresco Resende. Além disso, o fundo arcou com R$ 500 mil de IPTU do Bresco Viracopos, item sazonal que pesa no caixa do trimestre. As despesas financeiras refletiram os juros do financiamento utilizado na aquisição dos imóveis Bresco Viracopos e Bresco Simões Filho, mantendo a alavancagem sob controle.

O portfólio do BRCO11 soma 14 propriedades, totalizando 591 mil m² de área bruta locável (ABL). A receita anual estabilizada contratada supera R$ 212 milhões, evidenciando base locatícia ampla e diversificada. A vacância física encerrou abril em 11,0%, nível gerenciável para o segmento logístico, com potencial de redução por meio de novas locações e revisões contratuais.

Distribucionalmente, São Paulo concentra 51% da ABL, seguido por Bahia (14%), Minas Gerais (12%) e Alagoas (9%). Essa presença em praças logísticas estratégicas favorece a ocupação e a dinâmica de preços, além de reduzir riscos regionais. Em composição operacional, 71% dos ativos são last mile e 29% centros de distribuição.

Com 81% do portfólio classificado como padrão A+, o BRCO11 preserva qualidade construtiva e especificações técnicas elevadas, fatores que sustentam demanda e permitem negociações mais favoráveis. Mantidas as condições atuais, a combinação de receita recorrente, avanço comercial e gestão ativa tende a sustentar a distribuição de R$ 0,95 por cota no curto prazo.

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