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BLMG11 elimina dívida, paga R$ 0,40 e vê desconto na cota

Uma pessoa segurando um telefone com um aplicativo financeiro na tela

Imagem gerada por IA

O BLMG11 reportou resultado líquido de R$ 1,869 milhão em março, com receitas de R$ 1,989 milhão e despesas de R$ 206 mil. O fundo distribuiu R$ 0,40 por cota no mês, o que, pela cotação de fechamento, implicou dividend yield anualizado de 14,4% e rendimento médio mensal de 1,20%. A cota encerrou março a R$ 33,30, negociando com desconto relevante sobre o valor patrimonial.

Desde outubro de 2022, a gestão conduz um processo de turnaround que completou dois anos. Nesse intervalo, o fundo imobiliário BLMG11 eliminou totalmente sua alavancagem, que havia atingido 67% do valor dos ativos no início da reestruturação. Segundo o relatório, 2025 marcou o início de uma fase de recuperação operacional e financeira.

Em março de 2026, o patrimônio líquido somou R$ 220,8 milhões, enquanto o valor de mercado foi de R$ 156 milhões. As cotas, a R$ 33,30, refletiram desconto de 29,4% em relação ao valor patrimonial, sugerindo potencial assimetria entre preço e valor, caso o plano de recuperação avance como esperado.

Portfólio e alocação foram ajustados para reduzir riscos e reforçar liquidez. A carteira mantém R$ 182,1 milhões em ativos líquidos atrelados a fundos imobiliários e renda fixa, com a exposição a CRIs praticamente zerada. Entre os imóveis diretos, destacam-se R$ 38,1 milhões em propriedades, além de igual montante em participações via sociedades, ampliando a diversificação setorial e geográfica.

Em 2026, a performance acumulada indica queda de 0,6%, abaixo do IFIX, refletindo um cenário ainda desafiador para a precificação de risco. O ativo âncora é o BM Salvador, com 12 mil m² de ABL, ocupado por call center do Itaú operado pela Atento, o que sustenta a geração de caixa contratada.

Perspectivas para o BLMG11 incluem a continuidade do ganho de eficiência, manutenção da política de distribuição e captura de valor à medida que o desconto em relação ao patrimônio se comprima. A eliminação da alavancagem, combinada com maior liquidez em FIIs e renda fixa, coloca o fundo em posição mais resiliente para 2026.

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