O fundo imobiliário BLCA11 concluiu, em maio de 2025, a venda do conjunto 183 no Pátio Victor Malzoni por R$ 26,73 milhões. O ativo compreende 411,26 m² e 12 vagas de garagem, resultando em cerca de R$ 65 mil por m², com pagamento à vista e assinatura de escritura em 28 de maio. O preço representou um prêmio de 10,28% sobre o laudo de avaliação de 2025, conforme comunicado em fato relevante.
A transação reforça o dinamismo de negociações na Avenida Faria Lima, eixo mais valorizado do mercado corporativo de São Paulo. O empreendimento, inaugurado em 2012, reúne arquitetura contemporânea e a preservação de uma Casa Bandeirista do século XVIII, o que o tornou um marco urbano e um imã para ocupantes de alto padrão.
O Pátio Victor Malzoni detém classificação Triple A e certificação LEED Core & Shell Prata, atributos que o posicionam entre os endereços mais disputados do país. Com 20 pavimentos e amplas lajes corporativas de cerca de 5 mil m², o edifício abriga empresas de grande porte, como BTG Pactual e Google, sustentando liquidez e baixas taxas de vacância em ciclos favoráveis.
Em linha com essa atratividade, o BLCA11 já havia realizado desinvestimentos no edifício. Em 2023, alienou uma unidade no 11º andar por R$ 96,2 milhões, também acima da avaliação. Tais movimentos ilustram a estratégia de reciclagem de portfólio típica dos fundos imobiliários de escritórios, voltada à geração de caixa, realização de ganhos e realocação eficiente de capital.
Negócios desse porte, com prêmio sobre o laudo, indicam apetite de compradores por ativos core em localizações prime. Além disso, refletem a busca por qualidade em edifícios com especificações técnicas superiores, governança consolidada e base locatária resiliente, fatores que mitigam riscos operacionais e sustentam valor no longo prazo.
O edifício já foi citado em reportagens sobre investigações envolvendo o Banco Master e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o ICL Notícias, empresas investigadas pela Polícia Federal teriam utilizado o 11º andar como endereço. As apurações miraram locatárias específicas, sem implicar o ativo imobiliário.
