O Fiagro encerrou maio com resultado em regime de caixa de R$ 6,215 milhões, 151% acima do mês anterior. A variação refletiu receitas de CRA de R$ 6,484 milhões, diante de despesas de R$ 421 mil no período.
A distribuição do mês foi de R$ 0,10 por cota, equivalente a um yield mensal de 1,46%. O resultado contábil somou R$ 0,1102 por cota. Essa geração sustentou os rendimentos referentes a maio.
Ao fim do mês, o patrimônio líquido estava alocado em 66,7% em CRAs, 24,4% em cotas de FIDC Fiagro, 1,8% em CRI Agro e 7,1% em caixa. A gestão informou ter operações em diligência para empregar o caixa remanescente.
Segundo a administração, a carteira segue saudável, sem novas remarcações. O portfólio apresenta spread médio de R$ 776 mil e duration média de 1,62 ano, sem movimentações relevantes no período.
Composição da carteira do Fiagro
Por indexador, 88,1% da carteira está atrelada ao CDI, com taxa média de aquisição de 3,92% ao ano e taxa MTM de 2,93% ao ano. Os ativos indexados ao IPCA representam 11,9%, com aquisição média de 8,86% ao ano e MTM de 10,56% ao ano.
Entre as posições em FIDC, o fundo detém R$ 31,09 milhões no OPI Crédito Agrícola Fiagro I, com duration média de 1,16 ano. As operações são indexadas ao CDI+, com taxas de emissão entre 4,50% e 5,50%, além de uma operação com excesso de spread (XPRA), e vencimentos distribuídos entre dezembro de 2025 e janeiro de 2031.
No OPI Crédito Agrícola Fiagro II, o fundo tem volume de R$ 29,45 milhões e duration média de 1,35 ano. Todas as operações são indexadas ao CDI+, com taxas de emissão entre 2,50% e 2,70% e vencimentos entre abril de 2028 e agosto de 2030.
As posições incluem Produtor Rural II Pecuária (38,1% do PL), Agrícola Wehrmann (27,2%), Produtor Rural I Pecuária (19,1%) e Itaú Soberano RF Simples FC (15,6%). Por setor, a carteira se distribui entre indústria alimentícia (17,1%), usina de açúcar e etanol (15,1%), outros segmentos como higiene e limpeza, maquinário, logística e siderurgia (13,6%), cooperativas (11,6%), etanol de milho (8,4%), revendas (8,4%), grãos (7,5%), insumos (6,6%), cana (6,1%) e pecuária (5,6%).
No recorte geográfico, a exposição está concentrada em Mato Grosso (25,9%), seguida por Minas Gerais (17,2%), São Paulo (13,5%), Goiás (12,7%) e Mato Grosso do Sul (12,4%). Essa distribuição amplia a diversificação do portfólio e complementa a predominância de ativos atrelados ao CDI.
Considerando o perfil dos indexadores e os prazos, a duration média de 1,62 ano reflete a composição de 88,1% em CDI e 11,9% em IPCA. A manutenção de diligências para alocação do caixa indica continuidade do processo de investimento, com a carteira permanecendo sem novas remarcações no período reportado.
