A Vivara VIVA3 apresentou um conjunto de resultados considerados mistos pela XP no quarto trimestre de 2025. Embora o lucro líquido ajustado tenha avançado 28,5%, para R$ 264,8 milhões, a rentabilidade ficou abaixo do esperado. A pressão sobre a margem bruta refletiu uma estratégia promocional mais agressiva, especialmente na Black Friday, que elevou o volume, mas comprimiu preços e margens.
No consolidado do ano, o lucro atingiu R$ 599,7 milhões, alta de 22,6% frente a 2024, reforçando o bom momentum comercial. Ainda assim, o Ebitda ajustado recuou 4,8% no trimestre, somando R$ 286,1 milhões, enquanto as despesas com vendas cresceram 22,9% na base anual, efeito de maior atividade promocional e de alavancas comerciais mais intensas.
Para sustentar participação de mercado, a empresa adotou uma estratégia de giro de estoques e preços competitivos. Essa priorização da escala trouxe ganhos de receita, porém pressionou a rentabilidade. A XP avaliou que o movimento faz sentido tático diante do ambiente promocional do varejo, mas requer ajustes rápidos para recompor margens.
Em resposta, a Vivara VIVA3 acelerou o repasse de preços no início de 2025, buscando reequilibrar preço/mix e proteger a margem bruta. A companhia também vem reduzindo estoques, o que tende a aliviar custos e perdas de eficiência ao longo dos próximos trimestres, além de melhorar capital de giro e disciplina comercial.
Os analistas destacam que a execução de iniciativas internas — como gestão de estoques, reprecificação e eficiência comercial — deve mitigar pressões de custos gradualmente. A expectativa é que, com menor intensidade promocional e mix mais favorável, a empresa recupere parte da margem no decorrer de 2025.
Diante desse quadro, a XP mantém recomendação de compra para as ações VIVA3, amparada no crescimento sólido de receita, no forte reconhecimento de marca e na capacidade de ajuste tático demonstrada. A visão base é de continuidade do momentum comercial, com normalização de margens à medida que as medidas implementadas ganham tração.
