O VISC11 concluiu a aquisição de 10% do BH Shopping por R$ 285 milhões, conforme comunicado de 20 de março de 2026. A operação em Belo Horizonte confirma o movimento anunciado em janeiro e reforça a presença do fundo no segmento de fundo imobiliário voltado a renda. O ativo, localizado na capital mineira, é um dos principais empreendimentos da região e passa a compor o portfólio do veículo.
O pagamento será realizado de forma escalonada. A primeira parcela, de R$ 138,8 milhões, será quitada à vista em até oito dias úteis. Com esse desembolso inicial, o VISC11 passa a ter direito proporcional aos resultados operacionais do BH Shopping, participando das receitas conforme sua fatia de 10% na propriedade.
O saldo remanescente será dividido em duas prestações de R$ 69,4 milhões, com vencimentos em 12 e 18 meses após a assinatura. Há ainda um pagamento condicional de R$ 7,5 milhões vinculado à inauguração da expansão do shopping, prevista para junho de 2026. Todos os valores, inclusive o earn-out, terão atualização por índices de inflação, preservando o valor econômico da transação.
A compra insere-se na estratégia do VISC11 de ampliar sua exposição a shopping centers, buscando ativos consolidados e com potencial de geração de caixa. Em Belo Horizonte, o BH Shopping se destaca pelo mix de lojas, fluxo de visitantes e capacidade de expansão, fatores que podem sustentar o desempenho operacional ao longo do tempo.
Após a quitação da primeira parcela, o fundo começa a receber sua participação proporcional nas receitas do empreendimento. O comunicado não apresenta projeções de rentabilidade, e os resultados dependerão do desempenho do ativo, do ambiente macroeconômico e da execução da expansão prevista para 2026.
A movimentação reflete a gestão ativa do portfólio do VISC11, que realiza aquisições conforme surgem oportunidades aderentes à tese do fundo. A diversificação geográfica e a disciplina na alocação de capital seguem como pilares para capturar retornos ajustados ao risco no universo de FIIs.
Com a expansão programada e o cronograma de pagamentos atualizado pela inflação, a operação busca equilibrar retorno e risco, adicionando um ativo relevante ao portfólio e potencialmente fortalecendo a distribuição de rendimentos no médio prazo para os cotistas do fundo imobiliário.
