O fundo apurou resultado de R$ 12,895 milhões em junho, avanço de 17,2% frente aos R$ 10,998 milhões de maio. As receitas totalizaram R$ 14,514 milhões, enquanto as despesas ficaram em R$ 1,619 milhão, refletindo o desempenho operacional do mês.
A distribuição da competência foi de R$ 0,07 por cota. Esse montante corresponde a rentabilidade líquida de 10,5% ao ano, ou IPCA + 2,0% ao ano, calculada sobre a cota patrimonial do fim de maio, conforme metodologia informada pela gestão.
Na janela de 12 meses, os rendimentos somaram R$ 0,89 por cota. No mesmo intervalo, a remuneração correspondeu a 10,9% ao ano líquidos, ou IPCA + 6,2% ao ano, tomando a mesma base de comparação para a cota patrimonial.
A cota patrimonial recuou R$ 0,15 no mês. O ajuste decorreu da desvalorização da carteira de FIIs, em linha com a queda de 1,21% do IFIX, e também da marcação a mercado negativa de CRIs indexados ao IPCA, movimento associado à abertura das taxas de juros da NTN-B.
Vencimento antecipado do CRI Manhattan no fundo
Entre os ativos em monitoramento, a decisão de maior impacto envolveu o CRI Manhattan 161S, com peso de 1,72% do patrimônio líquido. As tratativas para dação em pagamento em ativos não prosperaram, e a gestão decretou o vencimento antecipado da operação em meados de junho.
A medida viabiliza a execução das garantias, cujo valor supera o saldo devedor do CRI, segundo a administração. Por ora, a gestão não vê necessidade de provisão para perda nesse investimento, mantendo a expectativa de recuperação por meio das garantias.
Os CRIs Selina seguem marcados a zero na carteira. Os demais ativos permanecem adimplentes e, de acordo com a gestão, o portfólio se mantém saudável com base no trabalho contínuo de monitoramento das operações.
Movimentações da carteira e alocação de recursos
Na carteira de VALOR, não ocorreram movimentações relevantes em junho; o desempenho refletiu, principalmente, a marcação dos papéis. Esse bloco passou a representar 52,7% dos ativos-alvo, ante 52,9% no mês anterior, variação explicada pela dinâmica de preços.
Na carteira de RENDA, houve venda integral da posição no CRI Tecnisa 397 e compras adicionais nos CRIs João Dias e Helbor 86E. Com essas alterações, o bloco de RENDA avançou para 47,3% dos ativos-alvo, frente aos 47,1% observados em maio.
O fundo encerrou junho com 102,3% do patrimônio líquido alocado em ativos-alvo. A exposição está distribuída em 133 papéis diferentes, somando um total investido de R$ 1,385 bilhão, de acordo com o relatório mensal.
Além disso, havia R$ 43,8 milhões — cerca de 3,2% do PL — em operações compromissadas reversas de CRIs. O custo médio dessas operações foi de CDI + 0,84% ao ano, com os recursos líquidos posicionados em instrumentos de caixa.
A base de cotistas atingiu 368.182 investidores ao fim de junho. No mesmo mês, a liquidez média diária foi de R$ 2,5 milhões nas negociações das cotas do fundo, indicando manutenção do giro no mercado secundário.
