O fundo imobiliário VGHF11 registrou resultado de R$ 10,998 milhões em maio de 2026. No mesmo mês, a cota patrimonial recuou R$ 0,16, influenciada pela desvalorização da parcela investida em FIIs, movimento em linha com a queda de 1,32% do IFIX.
Com esse desempenho, o fundo pagou R$ 0,07 por cota aos cotistas referentes a maio. A remuneração equivale a 10,9% de rentabilidade líquida, ou IPCA menos 0,7% ao ano, tomando como base a cota patrimonial de abril.
Em junho, após o fechamento do mês de referência, a gestão decretou o vencimento antecipado do CRI Manhattan 161S, ativo que representa 1,68% do patrimônio líquido do fundo, depois que as tratativas para uma dação em pagamento não avançaram. Segundo a gestora, a medida destrava a execução das garantias vinculadas ao CRI.
De acordo com a administração, as garantias atreladas ao CRI possuem valor superior ao saldo devedor da operação. Até o momento, não há previsão de provisionamento de perdas relacionadas a esse investimento.
Dividendos do VGHF11 em 12 meses e no mês
Os dividendos do VGHF11 somam R$ 0,92 por cota no acumulado de 12 meses, o que se traduz em 11,3% de rentabilidade líquida anual, ou IPCA mais 6,9% ao ano. No recorte mensal, o pagamento de R$ 0,07 por cota referente a maio mantém o patamar de distribuição, com retorno líquido anualizado de 10,9%, ou IPCA menos 0,7% ao ano, considerando a cota patrimonial de abril.
Mudanças de posição entre as carteiras
Internamente, o fundo permanece dividido em duas frentes de alocação. Na carteira VALOR, composta majoritariamente por cotas de FIIs líquidos, ocorreram vendas líquidas de R$ 2,9 milhões em maio. Apesar da redução em termos absolutos, essa parcela ganhou relevância e passou a representar 52,9% dos Ativos-Alvo, ante 52,5% em abril.
Na carteira Renda, concentrada em CRIs, as vendas líquidas somaram R$ 13,5 milhões no mês. Com isso, a participação dessa estratégia recuou de 47,5% para 47,1% do total de Ativos-Alvo no período.
Ao final de maio, o fundo tinha 102,3% do patrimônio líquido alocado em Ativos-Alvo, distribuídos por 133 ativos distintos, totalizando R$ 1,410 bilhão investidos. O percentual acima de 100% decorre do uso de R$ 43,3 milhões em operações compromissadas reversas, associadas à venda e recompra futura de CRIs, a um custo médio de CDI + 0,84% ao ano.
Os recursos líquidos remanescentes foram direcionados a instrumentos de caixa. Em relação à qualidade do crédito, a gestão mantém os CRIs Selina marcados a zero, situação já reportada em meses anteriores. Os demais ativos permanecem adimplentes, e o acompanhamento intensivo da carteira sustenta a avaliação de que, no conjunto, a carteira segue saudável.
