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Suzano (SUZB3) avança com aprovações para joint venture bilionária

Uma mulher de camisa branca e óculos trabalhando em um laptop

Imagem gerada por IA

A joint venture entre a Suzano (SUZB3) e a Kimberly-Clark deu um passo decisivo com a obtenção de todas as aprovações concorrenciais necessárias. O avanço regulatório, anunciado nesta quinta-feira (28), cumpre um dos pré-requisitos críticos para a consumação da transação, estimada em US$ 3,4 bilhões e anunciada inicialmente em 2025. A expectativa é que a operação fortaleça a presença global das empresas no segmento de tissue.

Segundo a Suzano, o cronograma segue inalterado, com previsão de fechamento no terceiro trimestre de 2026. Apesar do sinal verde dos órgãos de defesa da concorrência, a conclusão ainda depende da conclusão de uma reestruturação corporativa da Kimberly-Clark em regiões como América Latina, Europa, Ásia, Oriente Médio e Oceania. Essa etapa é considerada essencial para a integração dos ativos e a governança da nova companhia.

A estrutura societária define que a Suzano ficará com 51% da empresa criada na Holanda, enquanto a Kimberly-Clark deterá 49%. A joint venture concentrará operações de produção, marketing, distribuição e comercialização de produtos tissue em diferentes mercados, com foco em escala, eficiência e expansão geográfica. A governança será compartilhada, buscando sinergias industriais e comerciais.

Entre os produtos contemplados estão papel higiênico, toalhas de papel, guardanapos e lenços, abrangendo as divisões “family care” e “professional business”. Algumas operações da Kimberly-Clark, sobretudo na América do Norte e em parcerias pré-existentes, permanecerão fora do escopo do acordo. A delimitação assegura foco estratégico e evita sobreposições.

A combinação une a capacidade produtiva e a escala global da SUZB3 ao portfólio de marcas da Kimberly-Clark, como Kleenex, Scott e Huggies. Essa complementaridade deve ampliar o alcance comercial, acelerar inovações e otimizar a cadeia de suprimentos. Para a Suzano, o movimento reforça a diversificação além da celulose, com maior captura de valor no downstream.

Com o ambiente regulatório endereçado e o plano de integração avançando, a transação tende a redefinir a competitividade das empresas no setor. A joint venture surge como plataforma para crescimento sustentável, aproveitando marcas fortes, eficiência operacional e presença internacional ampliada, enquanto mantém governança equilibrada e metas claras de longo prazo.

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