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Reajustes da ANEEL sustentam receita e proventos do SNEL11 em abril

Ações - Investimentos

Foto: Suno/Banco

A geração distribuída impulsiona os resultados do SNEL11 em abril, quando o fundo reportou receita aproximada de R$ 11 milhões e manteve proventos de R$ 0,10 por cota. Segundo a gestora, com base no preço de fechamento do período, o pagamento representa um dividend yield anualizado de 14,96%, reforçando a atratividade do fluxo de renda no curto prazo para os cotistas.

No mercado secundário, o SNEL11 apresentou forte liquidez, somando R$ 78,4 milhões em volume negociado na B3 ao longo do mês, o que corresponde a média diária de R$ 3,9 milhões. Esse dinamismo sinaliza maior interesse do investidor por ativos lastreados em infraestrutura energética e com distribuição recorrente de rendimentos.

As receitas do fundo foram beneficiadas pelos reajustes tarifários aprovados pela ANEEL nas distribuidoras onde há exposição relevante, como Enel Ceará, Energisa MS, Energisa MT, Neoenergia Coelba e Neoenergia Pernambuco. Em média, as tarifas de baixa tensão subiram cerca de 7,4%, enquanto a TUSD G avançou 1,9%, componente que influencia diretamente contratos e receitas de projetos de geração distribuída.

A gestora destaca ainda a desaceleração do pipeline setorial a partir de 2025, sobretudo em projetos classificados como GD II e GD III. Após a Lei 14.300, a atratividade econômica de novos empreendimentos protocolados desde janeiro de 2023 diminuiu, reduzindo a velocidade de entrada de novas plantas e favorecendo ativos já operacionais.

Nesse contexto, os empreendimentos do SNEL11, estruturados sob regras anteriores mais vantajosas, tornam-se relativamente mais escassos no mercado. Essa escassez tende a sustentar margens e fortalecer o posicionamento competitivo do fundo, que combina contratos de longo prazo com indexadores e proteções regulatórias.

O Brasil superou 7 milhões de conexões em geração distribuída, avanço de 26% frente a 2024, mas a penetração segue baixa: cerca de 92% das unidades consumidoras ainda estão fora do sistema de compensação de energia. Mais de 99% das conexões utilizam tecnologia solar fotovoltaica, corroborando a relevância do segmento. As quatro UFVs locadas à NUV somam capacidade projetada de 2.417 MWh e exibem ocupação média de 38,7%, com perspectiva de crescimento gradual conforme a rampa comercial e as melhorias operacionais se consolidam.

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