O fundo imobiliário SNEL11 encerrou junho com o maior volume de negociações desde o lançamento. Segundo a gestora, as cotas somaram mais de R$ 150 milhões em negócios no período, estabelecendo um novo recorde de liquidez para o veículo.
O avanço foi acompanhado por forte ampliação da base de investidores. Até 26 de junho, ingressaram 17.327 novos cotistas, enquanto 4.966 deixaram o fundo. O saldo líquido atingiu 12.361 novos cotistas no mês.
Com a expansão, a base total passou a 111.603 investidores, colocando o veículo entre os maiores fundos imobiliários da B3 em número de cotistas. Os dados mostram que o FII esteve entre os que mais adicionaram investidores no país no período, tanto em termos absolutos quanto proporcionais.
O crescimento ocorreu em paralelo ao aumento do giro das cotas no mercado secundário. A movimentação reflete a combinação entre maior interesse dos investidores e a agenda operacional do fundo.
Oferta do SNEL11 pode somar até R$ 2,3 bilhões
No front de captação, a quinta emissão prevê inicialmente a distribuição de cerca de 221,3 milhões de cotas ao preço de R$ 8,32 por unidade, com potencial de levantar aproximadamente R$ 1,84 bilhão.
Caso o lote adicional seja integralmente exercido, a oferta poderá alcançar cerca de R$ 2,3 bilhões. Considerando os custos de distribuição, o preço final de subscrição foi fixado em R$ 8,65 por cota.
De acordo com a gestora, os recursos serão direcionados principalmente à aquisição de novas usinas de geração distribuída. A alocação busca ampliar a previsibilidade das receitas por meio de contratos de longo prazo com contrapartes diversificadas, em linha com a estratégia do fundo.
A captação acompanha a expansão do portfólio de usinas solares e a priorização do segmento de geração distribuída de energia, com foco em crescimento e diversificação operacional.
FII sobe 1,7% no dia e movimenta R$ 4,4 milhões
O fundo encerrou o pregão de terça-feira (30) em alta de 1,70%, cotado a R$ 8,39. A sessão registrou R$ 4,4 milhões em liquidez, em meio ao avanço da oferta de cotas e à ampliação recente do portfólio.
O desempenho veio após a conclusão da incorporação de três usinas solares. As aquisições incluem os ativos Várzea, em Pernambuco, e Canoa Quebrada e Poconé, ambas em Mato Grosso, adicionando 15,6 MWp de capacidade instalada ao portfólio.
Com os novos ativos, o fundo passou a contar com 25 projetos operacionais e 103,5 MWp de capacidade instalada integralizada. A consolidação da carteira reforça a presença do veículo no segmento, com foco em contratos de longo prazo e previsibilidade de receitas.
