O fundo imobiliário de energia SNEL11 iniciou 2024 com avanço consistente em seus indicadores operacionais e de mercado, refletindo o amadurecimento da carteira e maior tração no secundário. Em janeiro, o resultado distribuível somou aproximadamente R$ 12 milhões, enquanto a distribuição foi mantida em R$ 0,10 por cota, ancorando um dividend yield anualizado de 14,88%. O retorno total no mês atingiu 1,75%, superando CDI e IPCA no período, em linha com a melhora de liquidez e execução dos projetos.
A carteira segue em fase de consolidação, com ocupação comercial ponderada próxima de 26% nas plantas operadas pela NUV Energia. A UFV Itabira entrou em ramp-up comercial após a troca de inquilino, reduzindo a vacância em relação aos 41% reportados em dezembro. Esse movimento sustenta a expectativa de aceleração de receitas recorrentes ao longo dos próximos trimestres, conforme contratos e consumo contratado ganham tração.
No projeto de São Bento Abade, a geração de caixa começou a refletir o atingimento de 29% do consumo contratado, habilitando o recebimento de aluguéis. O desempenho técnico permanece próximo ao planejado, o que mitiga riscos de execução e reforça a visibilidade de curto prazo. Esse avanço é relevante para o reequilíbrio entre fases de construção, ramp-up e maturidade dentro do portfólio.
No mercado secundário, o SNEL11 movimentou mais de R$ 45,1 milhões em janeiro, com média diária acima de R$ 2,1 milhões. A melhora da liquidez sugere aumento do interesse de investidores e maior eficiência na formação de preço. Essa dinâmica tende a reduzir spreads e apoiar a estabilidade da cota, sobretudo em momentos de maior volatilidade.
Em termos financeiros, a política de distribuição demonstrou resiliência, com manutenção do patamar de R$ 0,10 por cota. A combinação de recomposição de ocupação, reajustes tarifários e entradas graduais em operação sustenta a perspectiva de geração de caixa. A gestão reitera disciplina na alocação e no acompanhamento técnico dos ativos, priorizando previsibilidade dos fluxos.
Para 2026, a administração projeta rendimentos entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota no primeiro semestre, condicionados à evolução dos projetos em ramp-up, ao calendário de reajustes e à integração de novos ativos. A estratégia foca destravar valor via redução de vacância, eficiência operacional e fortalecimento de contratos, preservando métricas de risco-retorno atrativas para o cotista do SNEL11.
