O fundo de investimento SNEL11 ampliou sua presença no Centro-Oeste com a aquisição da usina solar UFV Juti, no Mato Grosso do Sul. Localizada na área de concessão da Energisa, a planta possui 2,5 MW de capacidade instalada e geração anual estimada em 6.945 MWh. A operação reforça a estratégia do veículo de consolidar ativos de geração distribuída com métricas robustas de produção e previsibilidade de receita.
A usina já está em operação comercial e passa por negociações finais de locação com consumidores elegíveis no mercado de geração distribuída. O contrato inclui seis meses de Renda Mínima Garantida (RMG), mecanismo que assegura um piso de receita no período de vacancy inicial e durante o ramp-up, reduzindo a volatilidade de curto prazo e o risco de inadimplência.
Para a gestão, a compra alinha o perfil estável de receitas com o potencial de ganho operacional do segmento solar. A aquisição integra um pipeline mais amplo que contempla 20 contratos para ativos solares, somando 87,5 MWp, em uma operação de R$ 436,2 milhões. Esse movimento busca capturar sinergias de escala, ganhos de eficiência na O&M e alocação disciplinada de capital.
A diversificação é outro pilar: os novos ativos se distribuem por 22 municípios em oito estados — Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Pernambuco e Distrito Federal. Essa estratégia reduz concentração operacional e riscos climáticos, fortalecendo a resiliência do portfólio frente a variações sazonais de irradiação e demandas regionais.
O conjunto de aquisições projeta uma Taxa Interna de Retorno real de 14,44% ao ano, líquida de custos, sustentada por contratos de longo prazo e estruturas de mitigação de risco. A expectativa é adicionar 153,4 mil MWh anuais ao portfólio, ampliando a base de receitas recorrentes e o colchão de distribuição do fundo ao investidor.
Por que o Mato Grosso do Sul? O estado vem se destacando como polo solar. Campo Grande ocupa a terceira posição nacional em potência de geração distribuída instalada, com 482 MW. No total, o MS soma 1.844 MW em GD fotovoltaica (3,8% da capacidade nacional) e 2.550 MW em geração centralizada, consolidando um ambiente propício para expansão do SNEL11.
