A SBSP3 divulgou um 4T25 acima do esperado, impulsionado por forte disciplina de custos e eficiência operacional. O EBITDA ajustado alcançou R$ 3,37 bilhões, superando em 6% as estimativas do BTG Pactual. O controle de despesas foi determinante para o desempenho, com queda anual de 10% nas operacionais, resultado que ficou 7% abaixo do projetado pelo banco.
O principal vetor foi a redução consistente de gastos. As despesas operacionais ajustadas somaram R$ 2,31 bilhões, refletindo iniciativas de reestruturação e revisão de contratos. Houve diminuição de 17% nas despesas com pessoal, decorrente do enxugamento do quadro e otimização de processos internos.
Outro pilar relevante foi o combate à inadimplência, com ações comerciais mais rigorosas e políticas de cobrança que reduziram provisões. Adicionalmente, cortes em despesas gerais, incluindo menor transferência para fundos municipais, reforçaram a alavancagem operacional. Esses movimentos consolidaram a tese de eficiência e sustentaram a expansão de margens.
No topo da linha, a receita líquida atingiu R$ 5,68 bilhões, alta anual de 2% e em linha com as projeções. O crescimento de 4% nos volumes faturados e a retirada de descontos para grandes clientes adicionaram R$ 138 milhões. Em contrapartida, o mix tarifário teve impacto negativo de R$ 93 milhões, com maior participação de tarifas sociais.
Resultados finais também vieram robustos. O lucro líquido ajustado foi de R$ 1,9 bilhão, superando com folga a estimativa de R$ 1,3 bilhão do BTG. O lucro reportado consolidado somou R$ 2,68 bilhões, refletindo ganhos operacionais e efeitos não recorrentes menores. A SBSP3 reforçou a visibilidade para 2025 com execução consistente.
Investimentos seguem alinhados ao plano de universalização. O capex previsto para 2025 permanece em R$ 15,2 bilhões, com antecipação das metas 2024-2025 e adição de 97 mil novas conexões no ano. A estratégia equilibra expansão de rede, qualidade de serviço e disciplina financeira.
Em síntese, a SBSP3 entrega um trimestre sólido, com eficiência de custos, receitas resilientes e guidance de investimentos mantido. O conjunto sustenta a tese de melhora estrutural de margens e geração de caixa, com execução aderente às metas regulatórias e operacionais.
