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RZAT11 lucra R$ 4 milhões e entrega dividendos de 14,75% em 12 meses

Ações - Mercado Financeiro

Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário apurou resultado de R$ 4,006 milhões em agosto de 2026, equivalente a R$ 0,95 por cota. No período, as receitas somaram R$ 4,459 milhões. As taxas e demais despesas totalizaram R$ 452,9 mil.

Mesmo com o resultado por cota inferior ao valor distribuído, o fundo manteve os dividendos referentes a agosto em R$ 1,00 por cota, com pagamento em setembro. Após essa distribuição, permaneceram R$ 0,25 por cota em resultados acumulados.

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Esse montante segue retido em caixa e poderá ser utilizado em pagamentos futuros. De acordo com a gestão, a manutenção da reserva busca maior estabilidade dos rendimentos em momentos de menor variação do IPCA.

Entre janeiro e agosto de 2026, o fundo acumulou resultado de R$ 44,815 milhões, o que corresponde a R$ 10,58 por cota. No mesmo intervalo, os dividendos distribuídos somaram R$ 10,50 por cota, em linha com a geração do período.

Nos últimos 12 meses, o dividend yield anualizado apresentado foi de 14,75%. O cálculo considera os rendimentos pagos no intervalo, a cota patrimonial de R$ 101,55 ao término de agosto e o reinvestimento dos dividendos.

Para setembro e outubro, a gestão projetou distribuições normalizadas entre R$ 0,95 e R$ 1,05 por cota. O valor efetivamente gerado em cada mês permanece atrelado, principalmente, ao comportamento do IPCA.

A diferença entre o resultado por cota de agosto e a distribuição foi coberta pelos resultados acumulados. Essa prática, segundo a gestão, auxilia a suavizar oscilações de curto prazo nos rendimentos quando o IPCA desacelera.

Carteira chega a nove imóveis após aquisições em 2026

As informações mais recentes, referentes a agosto, indicam um portfólio formado por nove imóveis, todos ocupados. A base reunia nove locatários e estava distribuída entre propriedades industriais, logísticas e comerciais. O prazo médio remanescente dos contratos era de seis anos.

Duas aquisições realizadas em 2026 ampliaram a carteira. Em janeiro, o fundo comprou um imóvel comercial em Goiânia (GO), locado à Rápido Araguaia por meio de contrato com duração de dez anos.

Em junho, outro ativo passou a integrar o portfólio em Maringá (PR). O imóvel é ocupado pela Visolux e também possui contrato de locação com prazo de dez anos.

A principal estratégia utilizada envolve operações de sale leaseback com opção de recompra. Nessa modalidade, o fundo adquire propriedades de empresas que, após a transação, permanecem nos ativos como locatárias.

Os contratos são estruturados para o longo prazo e corrigidos pelo IPCA. Em paralelo, a estratégia busca adquirir as propriedades com desconto em relação aos respectivos valores de mercado.

Até agosto, o fundo havia desembolsado aproximadamente R$ 375 milhões na aquisição dos imóveis da carteira. A avaliação de mercado desses ativos somava cerca de R$ 975 milhões, o que correspondia a um desconto médio de aquisição de 62%.

Nas operações de sale leaseback, a empresa vendedora converte o imóvel em caixa e segue utilizando o ativo mediante pagamento de aluguel. O fundo, por sua vez, passa a receber os fluxos de locação contratados.

O desconto médio observado refletia a diferença entre os preços de compra e as avaliações de mercado. Essa estrutura busca preservar contratos longos com correção pelo IPCA, compondo a política de renda do portfólio.

Além de Rápido Araguaia e Visolux, a base de locatários incluía Cidade Imperial, Aspam, Splice Indústria, Atacadão Dia a Dia, Rede Monte Carlo, Comfrio Logística e Andorinha Transportes. A carteira mantém exposição a diferentes localidades, atividades econômicas e perfis de imóveis como parte da estratégia de diversificação.

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