O RECT11 reportou lucro de R$ 3,657 milhões em abril e confirmou distribuição de R$ 0,45 por cota, com pagamento em 15 de maio de 2026. O resultado líquido em caixa somou R$ 2,308 milhões, apoiado por receitas de locação de R$ 5,136 milhões e juros de R$ 1,278 milhão provenientes da venda de imóveis. A gestão segue destacando disciplina na alocação e foco em eficiência operacional para sustentar o fluxo de caixa.
Considerando o preço de fechamento de R$ 38,99, o provento de R$ 0,45 por cota implica dividend yield mensal de 1,15% e anualizado de 13,85%. Esse retorno reflete a capacidade do fundo de converter contratos de locação e receitas financeiras em distribuição recorrente aos cotistas. Além disso, o montante total a ser distribuído é de R$ 3,844 milhões.
Nos últimos 12 meses, o RECT11 acumulou R$ 5,00 por cota em proventos, reforçando a consistência da tese de renda. Entre maio de 2019 e abril de 2026, o fundo entregou 45,11% sobre a cota-base de R$ 100, frente a um CDI líquido acumulado de 48,92%. Após tributação, o retorno distribuído de abril equivale a 137% do CDI líquido, demonstrando competitividade na comparação com instrumentos de renda fixa.
A estratégia atual prioriza gestão ativa do portfólio e desalavancagem via alienação de ativos. Recentemente, o fundo vendeu quatro propriedades: Parque Ana Costa, Canopus Corporate, Torre Rio Claro – Cidade Matarazzo e o imóvel da Avenida Europa, 884. Essas operações visam otimizar o perfil de passivos, reduzir custos financeiros e reciclar capital para ativos mais aderentes à tese.
Composição do portfólio segue concentrada em escritórios de alto padrão, totalizando 84.678 m² de ABL. O Canopus Corporate representa 28,2% e o Barra da Tijuca Corporate 27,4% da ABL. Ativos de Classe AA correspondem a 64%, com ocupação de 91,8% e vacância de 8,2%, patamares considerados saudáveis para manter estabilidade de receitas.
No curto prazo, o RECT11 deve continuar priorizando eficiência operacional, controle de vacância e avaliação de oportunidades de reciclagem de portfólio. A dinâmica de receitas, combinada ao pipeline de desinvestimentos, tende a sustentar o nível de distribuição, enquanto acompanha o cenário de juros e demanda por escritórios corporativos.
