O fundo imobiliário RBRX11 encerrou setembro de 2026 com resultado de R$ 9,34 milhões, equivalente a R$ 0,064 por cota. A distribuição somou R$ 13,17 milhões, superando o montante gerado no mês.
Segundo o relatório gerencial, as receitas imobiliárias totalizaram R$ 9,44 milhões, formadas por rendimentos de FIIs (R$ 4,95 milhões) e por juros e correção monetária de CRIs (R$ 4,49 milhões). As receitas financeiras atingiram R$ 492,8 mil, diante de despesas recorrentes de R$ 1,48 milhão.
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O resultado recorrente fechou em R$ 8,46 milhões e foi acrescido de R$ 877,7 mil em ganhos extraordinários, majoritariamente relacionados a negociações de imóveis e CRIs. Os dividendos permaneceram em R$ 0,09 por cota, patamar preservado nos últimos 12 meses.
Para sustentar a distribuição, foram utilizados R$ 3,83 milhões das reservas, que encerraram setembro em R$ 2,89 milhões. Considerando a cotação de R$ 7,18, o dividend yield anualizado foi de 15,0%, ante 11,5% sobre o valor patrimonial.
De fevereiro a setembro, o resultado acumulado atingiu R$ 84,55 milhões, enquanto as distribuições somaram R$ 105,38 milhões. A gestão projeta rendimentos recorrentes entre R$ 0,075 e R$ 0,080 mensais por cota, dependendo de ganhos adicionais para sustentar pagamentos de R$ 0,09.
RBRX11 mantém dividendos e utiliza reservas
Em setembro, a carteira tinha 56,0% do patrimônio em cotas de FIIs, 38,7% em CRIs, 0,8% em imóveis e 0,2% em participações societárias. O fundo investiu R$ 34,6 milhões no CRI Carrefour, com remuneração de 14% ao ano, e reduziu ou encerrou posições em outros recebíveis.
Com esses ajustes, a carteira de CRIs diminuiu R$ 11,3 milhões. O caixa líquido avançou de R$ 45,9 milhões para R$ 59,7 milhões, equivalentes a 4,3% do patrimônio. Na divisão estratégica, 47,6% estavam em operações oportunísticas, 44,5% em ativos de carrego e 7,9% em investimentos voltados ao ganho de capital.
RBRX11 amplia liquidez e ajusta a carteira
A gestão preparava uma operação de desenvolvimento logístico, com previsão de primeira chamada de capital. Outra frente envolvia a proposta de transferência dos ativos do PSEC11 para o fundo, seguida da liquidação do PSEC11, cuja votação ainda estava pendente no relatório de setembro.
Com isso, o fundo combinou realocações na carteira, maior disponibilidade de caixa e iniciativas para expansão patrimonial, enquanto as distribuições permaneceram acima do resultado recorrente.
