Prio (PRIO3) reportou prejuízo de US$ 185 milhões no 4T25, mas entregou alta de 7% no Ebitda, a US$ 324,2 milhões. A leitura foi de que a operação segue resiliente, mesmo com cenário de preços menos favorável no trimestre. A margem Ebitda recuou 7 pontos percentuais, para 55%, em linha com maior diluição de preços. O resultado líquido negativo considera a exclusão da IFRS-16, que registra arrendamentos como dívida e ativo.
A XP avaliou que os números vieram em linha com suas projeções, destacando Ebitda ajustado estável frente ao esperado, apesar da queda do Brent. Para a casa, a dinâmica operacional mostrou solidez e confirma a execução da companhia na frente de custos e volumes. O foco permanece na disciplina alocativa e na conversão de caixa ao longo de 2025.
Segundo os analistas, o avanço de volumes vendidos e a redução do lifting cost compensaram parcialmente o Brent 7,5% menor versus o 3T25. Esse balanço explica o crescimento do Ebitda mesmo com pressão de receitas. O BTG ressaltou que a produção atingiu 128 mil boe/dia, enquanto o custo de extração caiu para US$ 12,5 por barril, base para margens competitivas.
Perspectivas e o papel de Wahoo para a PRIO3
O principal catalisador no curto prazo é o início da produção em Wahoo, com “primeiro óleo” esperado nos próximos dias. A incorporação do campo deve elevar volumes, diluir custos fixos e fortalecer a geração de caixa. Para o BTG, a combinação de escala e eficiência deve sustentar o retorno sobre capital e o crescimento orgânico.
A XP e o BTG mantêm recomendação de compra para a ação, com preços-alvo de R$ 64 e R$ 61, respectivamente. A precificação considera rampa de produção, disciplina de capex e potencial de sinergias entre ativos. Mesmo após a reação positiva no pregão, o upside segue ancorado na execução operacional e no portfólio em desenvolvimento.
No conjunto, a leitura do mercado é que a PRIO3 atravessa bem a volatilidade do petróleo, apoiada por maior produção e custos mais baixos. Com Wahoo entrando no mapa, a tese ganha novo fôlego, enquanto a empresa preserva flexibilidade para capturar oportunidades e sustentar valorização no médio prazo.
