O fundo imobiliário PMLL11 concluiu a aquisição de 13,328% da fração ideal do Shopping Curitiba, formalizada em 26 de junho de 2026 com a lavratura da escritura pública de compra e venda. A operação foi realizada em conjunto com outros dois compradores, entre eles uma empresa do Grupo Soifer, pelo valor de R$ 56.955.038,24 pela participação.
Localizado na região central de Curitiba, o Shopping Curitiba é um ativo tradicional e consolidado, com 22,4 mil metros quadrados de ABL e foco nos públicos A e B. Segundo a administração, a compra foi fechada com cap rate estimado em cerca de 9,7%, calculado sobre o resultado operacional líquido projetado para os 12 primeiros meses após a conclusão.
O pagamento ocorreu à vista, sem desembolso direto de caixa. O preço foi quitado por compensação com o crédito que o fundo detinha em razão da obrigação da vendedora de subscrever e integralizar 485.633 cotas no âmbito da sétima emissão. Com isso, o valor foi integralmente liquidado contra a lavratura da escritura.
PMLL11 detalha trajetória da aquisição
A transação já havia sido antecipada em etapa anterior. Em 4 de maio de 2026, o fundo firmou instrumento que formalizava a intenção de compra da mesma fração de 13,328%, então estimada em R$ 54.087.509,00. O documento também previa as alternativas de pagamento em moeda corrente ou por compensação contra créditos de subscrição de novas cotas, opção que acabou adotada no fechamento.
A diferença entre o valor inicialmente previsto e o efetivado decorre do mecanismo de ajuste acordado entre as partes. O instrumento de maio estabelecia que o preço seria corrigido no fechamento para refletir um cap rate médio sobre o NOI caixa dos 12 meses anteriores à conclusão da operação.
A conclusão também estava sujeita a condições precedentes usuais, incluindo a aprovação pelo CADE. Após o cumprimento dessas etapas, a escritura pública de compra e venda foi lavrada, consolidando a entrada do fundo no ativo.
Shopping Curitiba e estrutura do pagamento
O Shopping Curitiba compõe um portfólio de varejo dominante em sua região de influência, com ABL de 22,4 mil metros quadrados e mix voltado aos públicos A e B. A administração destaca que a aquisição foi estruturada para preservar liquidez, por meio de compensação com créditos de subscrição relativos à sétima emissão, sem saída de caixa no ato.
Pelos parâmetros divulgados, o cap rate estimado em cerca de 9,7% considera o resultado operacional líquido projetado para os 12 primeiros meses após a conclusão. Já o ajuste de preço partiu do cap rate médio sobre o NOI caixa dos 12 meses anteriores, conforme definido no instrumento de 4 de maio de 2026.
De acordo com a gestora, a entrada no Shopping Curitiba está alinhada à estratégia de alocação em participações de shoppings dominantes com potencial de valorização. A diretriz inclui a diversificação do portfólio por geografia, perfil de consumo e administradoras de primeira linha.
A avaliação da gestão é que movimentos desse tipo tendem a fortalecer a resiliência da carteira e a reduzir a dependência de ativos individuais. Com a conclusão da compra, o ativo passa a integrar o portfólio do fundo, em linha com o plano de longo prazo comunicado ao mercado.
